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05 de novembro, 2002 - Publicado às 10h50 GMT
25% dos milionários chineses são do Partido Comunista
Shan Danqing (à direita) ficou rica fabricando jóias
Shan Danqing (à direita) ficou rica fabricando jóias

Silvia Salek, enviada especial a Pequim

Um em cada quatro chineses que fazem parte da lista das cem pessoas mais ricas da China é filiado ao Partido Comunista.

São comunistas milionários que não põem mais em prática o ideal marxista da divisão de riquezas.

A lista, elaborada pela revista Forbes, revela também outro sinal dos tempos em um país que mandava para campos de trabalho forçado chineses que tivessem "tendências capitalistas".

O chinês Yin Mingshan, 64 anos, foi acusado desse "crime" em 1958 e teve que suar a camisa em um campo por quase duas décadas.

Leia também: "China não tem mais nada de comunista", diz historiador

Lavagem de porco

A redenção de Yin Mingshan só aconteceu em 1978, quando Deng Xiaoping iniciou o processo de abertura econômica do país, e chineses como ele, com tendências capitalistas, passaram a ser bem vistos pelo sistema.

Ele foi finalmente dispensado de seu trabalho, em que coletava lavagem em uma criação de suínos.

Hoje, ele é dono de um jornal, de um time de futebol, de uma fábrica de motos, de uma de bebidas e é o número 98 da lista.

O novo queridinho do sistema está entre os últimos da lista, que é liderada por empresário Larry Rong e seus US$ 850 milhões, mas não é nada fácil chegar lá.

Fortunas em ascensão

Está cada vez mais difícil fazer parte do grupo dos 100.

Em 1999, uma fortuna de apenas US$ 6 milhões era passaporte garantido para o clube. Hoje, esse limite mínimo subiu para US$ 84 milhões.

Os milionários da China ainda são fichinha quando suas fortunas são comparadas com os pesos pesados dos Estados Unidos.

Só para dar uma idéia da diferença, para entrar na lista dos 100 mais ricos da China, é preciso ter um patrimônio de US$ 84 milhões.

Para fazer parte do mesmo grupo, só que nos Estados Unidos, é preciso ter, no mínimo, US$ 3,8 bilhões.

Isso significa que o número 100 da lista chinesa teria que multiplicar sua fortuna quase 50 vezes para chegar perto do último americano a conseguir espaço na lista de milionários dos Estados Unidos.

Mas as fortunas chinesas, bem como a economia, vem crescendo em um ritmo mais acelerado.

Outra diferença é que as fortunas na China passam de uma mão para outra muito mais rapidamente do que nos Estados Unidos.

Apenas oito milionários da lista de 1999 se mantiveram no ranking de 2002.

Leia também: Aumenta a distância entre ricos e pobres na China

Presença feminina

Na lista dos 100 mais ricos da China, há apenas sete mulheres, um resultado quando se considera que o governo chinês se orgulha de ter combatido com afinco o machismo após a Revolução Comunista.

O governo proibiu, por exemplo, o ritual de enfaixar os pés das mulheres para que eles ficassem pequeninos, parecidos com uma flor de lótus e pregava a igualdade de sexos nas escolas e nos órgãos públicos.

Com 61 anos de idade e uma fortuna de US$ 560 milhões, a presidente da Fu Wah International é a mulher mais rica da China.

"No sangue"

Ainda falta muito para a chinesa Shang Danqing, de 37 anos, chegar lá, mas a trajetória dela não é menos impressionante.

Há menos de 10 anos, ela era apenas uma operária em uma fábrica de jóias na China.

Decidiu largar o emprego e começou revendendo brincos, colares e pulseiras em Pequim com a ajuda do marido, Wu Jing, 36 anos.

Juntou dinheiro, montou uma fábrica de fundo de quintal e hoje já tem uma fortuna de cerca de um milhão de dólares.

Ela é dona de uma fábrica de jóias em Pequim, a Dan Qing, que tem mais de 100 funcionários, e tem ainda uma rede de lojas em shopping centers por toda a China.

"Não sei explicar ao certo o que me fez seguir esse caminho. Muitos colegas meus continuam como operários e outros perderam o emprego", disse.

"Acho que tive a coragem de abandonar uma vida estável e investir. Talvez isso esteja no meu sangue. Meu avô era um grande industrial no início do século passado e teve que abrir mão de tudo após a revolução", contou a chinesa.

Shang Danqing conta que os milhões de yuan de que dispõe hoje mudaram sua vida.

Hoje, tem uma casa de campo, vários carros e pode proporcionar uma vida melhor do que a que teve para seu filho.

"Não gosto de esbanjar, mas faço questão de ter uma vida confortável", disse a empresária.

Clique aqui para ler o especial China, o país do futuro
 
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Links externos:
Revista Forbes (em inglês)
Centro de informação do governo chinês (em inglês)
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