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20 de dezembro, 2002 - Publicado às 15h27 GMT
Nestlé propõe novo acordo para Etiópia
A Etiópia enfrenta a possibilidade de séria falta de comida
A Etiópia enfrenta a possibilidade de séria falta de comida

A Nestlé, a maior companhia de alimentos do mundo, disse que a empresa irá investir qualquer compensação que receber do governo da Etiópia no próprio país africano.

A empresa suíça foi muito criticada por agências de ajuda humanitária ao exigir compensação do governo da Etiópia pela nacionalização de uma empresa do grupo alemão Schweisfurth, subsidiária da Nestlé, em 1975, durante o regime comunista.

O porta-voz da Nestlé, François Perroud, também informou que a empresa iria aceitar menos do que os US$ 6 milhões que acredita ter direito a receber.

Segundo a organização não-governamental britânica Oxfam, o governo da Etiópia se ofereceu para pagar à Nestlé US$ 1,5 mil – um valor baseado na atual taxa de câmbio entre o dólar e a moeda da Etiópia, o birr.

Investimento estrangeiro

O porta-voz da Nestlé disse que a companhia está disposta a negociar uma série de procedimentos, mas afirmou que a empresa insiste no princípio de que se um governo desapropria uma firma, deve pagar compensação.

"Um dos problemas que a Etiópia está enfrentando neste momento é a falta de investimento estrangeiro e isso é, obviamente, provocado por cerca de 40 a 50 casos como o nosso que ainda não foram resolvidos, disse Perroud.

A Oxfam condenou a posição da Nestlé, dizendo que não há justificativa para desviar dinheiro do governo da Etiópia para uma multinacional que teve um lucro de US$ 3,9 bilhões no primeiro semestre deste ano.

"Essa é uma empresa que disse publicamente que uma coisa que quer fazer no mundo é ajudar a melhorar a vida dos pobres. Essa é uma companhia que está tentando tirar US$ 6 milhões de um dos países mais pobres do mundo", disse um dos diretores da entidade, Justin Forsyth.

Fome

A Etiópia – com um PIB (Produto Interno Bruto) por pessoa de apenas US$ 100 ao ano, enfrenta o risco de passar pela maior crise de fome desde 1984, depois que uma seca acabou com as plantações no início deste ano.

O primeiro-ministro do país, Meles Zenawi, recentemente descreveu a situação como um pesadelo muito terrível de se imaginar.

A renda do governo foi seriamente afetada pela queda no preço do café, o principal produto de exportação do país.

O departamento de desenvolvimento do Banco Mundial está participando das negociações entre a Nestlé e as autoridades da Etiópia.

 
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