Senado dos EUA adia decisão sobre pacote de Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, em Williamsburg, Virgínia (AFP)

Obama disse que economia pode sofrer 'catástrofe'

Os senadores dos Estados Unidos interromperam, na noite desta quinta-feira, as discussões sobre o pacote bilionário de estímulo à economia proposto pela Casa Branca, após divergências sobre detalhes do plano.

Segundo o líder da maioria democrata na Casa, senador Henry Reid, as discussões, no entanto, devem ser retomadas ainda nesta sexta-feira.

"Espero que possamos completar esta legislação amanhã. Estou cautelosamente otimista", disse Reid, após três dias de debates.

O senador, no entanto, afirmou que se não houver progressos nesta sexta-feira, ele proporá uma moção para que novos debates aconteçam já no domingo.

Os parlamentares estão divididos sobre vários aspectos do pacote, que foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Representantes.

Muitos defendem que ele seja reduzido em dezenas de bilhões de dólares, o que pode levar a uma revisão linha por linha do plano.

As discussões têm se concentrado principalmente na questão de como os mais de US$ 900 bilhões serão investidos.

Cerca de um terço do pacote é composto por isenções tributárias, e o restante é destinado a investimentos em infraestrutura.

Os senadores republicanos, no entanto, defendem que seja destinado mais dinheiro para cortes de impostos e menos para projetos de infraestrutura, que segundo eles, seriam pouco úteis para estimular a economia.

Já os democratas argumentam que os gastos que os republicanos chamam de "excessivos" totalizam menos de 1% do pacote.

Catástrofe

Ainda na noite desta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou novamente os legisladores para que o pacote seja aprovado rapidamente.

"Se não agirmos rápido para transformar este plano em lei, uma economia que já está em crise terá que lidar com uma catástrofe", disse Obama em um encontro com deputados democratas em Williamsburg, no Estado da Virgínia.

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Em um recado direto para os membros do Partido Republicano, que não apoiaram o pacote na Câmara dos Representantes e estão dificultando sua aprovação no Senado, o presidente afirmou que não "voltará às mesmas políticas dos últimos oito anos", referindo-se ao governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush.

"Isto não é um jogo. Não é um concurso para decidir quem está no poder, quem está acima ou quem está abaixo".

Ele ainda respondeu às críticas dos republicanos ao pacote, afirmado que tentar estimular a economia apenas com cortes de impostos é uma "fórmula falida".

"Entendam, o tamanho e o objetivo deste plano estão corretos", disse Obama.

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