Barbeiro improvisa salão em abrigo temporário no Maranhão

Antonio Silvano, barbeiro. Foto: Alessandra Corrêa
Image caption Antonio Silvano improvisou uma barbearia no abrigo temporário

Apesar das enchentes que invadiram sua casa e o obrigaram a viver temporariamente em um abrigo, o barbeiro Antonio Silvano, de 37 anos, não abandonou a clientela.

Silvano continua a prestar seus serviços em uma barbearia improvisada no Parque de Exposições de Bacabal, o maior abrigo para as vítimas das cheias no município maranhense.

"Montei a barbearia logo que cheguei aqui", diz Silvano, que teve de deixar sua casa há cerca de um mês, quando o imóvel foi invadido pelas águas do rio Mearim, que corta a cidade.

Em um pequeno cômodo, que divide com a mãe e o irmão, Silvano instalou um espelho e uma cadeira para atender os clientes.

O corte de cabelo sai por R$ 3. Barba, ele diz que não gosta de fazer.

Como a maior parte dos clientes eram seus vizinhos, muitos também estão abrigados no parque.

Apesar disso, ele diz que o movimento ainda deixa a desejar.

"Só tem mais movimento nos domingos", diz.

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