Manifestantes são presos em novos protestos no Irã, dizem testemunhas

Image caption Simpatizantes de Mousavi usam celulares para registrar os protestos

Tropas de choque iranianas prenderam dezenas de pessoas nesta terça-feira após a realização de uma manifestação na capital Teerã que desafiou a determinação do governo proibindo aglomerações públicas, de acordo com testemunhas na cidade.

A proibição está em vigor desde junho, quando a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad deu início a uma série de protestos de manifestantes que acusam o governo de fraude eleitoral.

Testemunhas dizem que dezenas de pessoas foram detidas quando gritavam, no centro de Teerã, frases contra Ahmadinejad, a favor da democracia ou simplesmente palavras de ordem como "Deus é grande".

Desde junho, uma forma comum de protestos vem sendo o hábito de manifestantes subirem no topo de edifícios em Teerã, após o anoitecer, para gritar "Deus é grande".

A medida é uma forma de expressar solidariedade com a oposição e, ao mesmo tempo, não quebrar a lei.

Legitimidade

O candidato derrotado Hossein Mousavi contesta o resultado das eleições de junho e diz que a detenção de manifestantes não impedirá a continuidade dos protestos.

Mousavi tem recebido apoio de importante figuras políticas do país, incluindo dois ex-presidentes - Hashemi Rafsanjani e Mohammad Khatami.

Na segunda-feira, Khatami pediu por um referendo para medir a legitimidade do governo e disse que milhões de iranianos perderam a fé no sistema eleitoral do Irã, segundo sites de notícias do país.

As restrições impostas à imprensa internacional dificultam a verificação das informações de forma independente.

Notícias relacionadas