Coreia do Norte

Coreia do Norte diz querer retomar negociações nucleares

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O líder da Coreia do Norte, Kim Jong il, disse segunda-feira que estaria disposto a retomar as negociações internacionais sobre o programa nuclear do país, segundo informações da agencia estatal de notícias KCNA.

Segundo a agência, o anúncio teria sido feito pelo líder norte-coreano durante a visita do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, a Pyongyang.

Apesar da disposição em retomar o diálogo, o governo exigiu negociar primeiro bilateralmente com os Estados Unidos.

"As relações hostis entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos devem ser convertidas em laços pacíficos por meio de conversas bilaterais antes do início das negociações”, teria dito o líder norte-coreano, Kim Jong il, ao premiê chinês.

“Nos mostramos prontos para iniciar conversas multilaterais, dependendo do resultado do diálogo entre Estados Unidos e Coreia do Norte”, afirmou.

Em Washington, o Departamento de Estado, através de um porta-voz, disse que apoia qualquer iniciativa que traga a Coreia do Norte de volta à mesa de negociações com o chamado Grupo dos Seis (EUA, Japão, China, Rússia e as duas Coreias).

Negociações

A agência afirma ainda que as negociações do grupo composto por seis nações, EUA, Rússia, União Europeia, ONU, Japão e Coreia do Sul, que discute a questão nuclear norte-coreana, “também vão ser incluídas nas conversas multilaterais”.

"Permanece inalterada a disposição de desnuclearizar a península" coreana, disse Kim Jong il.

A agência estatal chinesa, Xinhua, afirmou que os dois líderes chegaram a um "consenso vital" sobre o assunto.

No último mês de abril, a Coreia do Norte abandonou as negociações do Grupo dos Seis.

Um mês depois, em maio, o governo norte-coreano anunciou ter conduzido com sucesso um teste nuclear, aumentando ainda mais a tensão na península coreana.

A China é o maior parceiro comercial da Coreia do Norte e tem grande influência sobre o governo de Pyongyang, que recentemente indicou estar disposto a retomar as negociações sobre seu programa nuclear.

“Resolver problema”

No mês passado, a imprensa estatal da China informou que Kim Jong-il teria afirmado a um representante chinês que visitava o país que estaria disposto a dialogar sobre seu programa nuclear, para “resolver este problema relevante por meio de negociações bilaterais e multilaterais”.

Há tempos Pyongyang busca negociações diretas com os Estados Unidos, que até recentemente defendiam que qualquer diálogo deveria envolver os outros países da estrutura de seis partes.

Washington, no entanto, parece ter mudado um pouco sua recusa em manter discussões bilaterais, talvez com a intenção de trazer novamente a Coreia do Norte para as negociações multilaterais.

Programa nuclear

Em fevereiro de 2007, a Coreia do Norte concordou em abandonar seu programa nuclear em troca de auxílio econômico e concessões políticas.

Em junho deste mesmo ano ela fechou o reator de Yongbyon, mas as negociações foram interrompidas após discordâncias em relação ao modo como o desmantelamento do programa nuclear seria verificado.

Depois disso, Pyongyang adotou uma postura mais beligerante, fazendo testes de mísseis de longo-alcance e efetuando um segundo teste nuclear.

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