Rio 2016: Vencer competição para cidade-sede foi 'parte fácil', diz 'Economist

Comitê brasileiro no anúncio da cidade-sede em Copenhague
Image caption A revista destaca que cabe aos políticos garantir os benefícios dos Jogos

Um artigo publicado na edição desta semana da revista britânica The Economist afirma que a vitória do Rio de Janeiro na competição para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 foi ‘a parte fácil’ e destaca os desafios que a cidade e o governo enfrentarão nos próximos seis anos.

“Sediar os Jogos irá exigir esforços e custos em uma escala que o Rio, uma metrópole pulverizada de problemas com 12 milhões de habitantes, jamais viu”, diz a revista.

Segundo o texto, intitulado “Rio’s new expensive rings” (Os novos anéis caros do Rio), em referência aos anéis olímpicos, além das novas construções dedicadas ao esporte, como estádios, a cidade ainda precisará se preocupar com a construção de novas pontes e estradas e com a reformulação do “caótico” sistema de transporte.

A revista destaca os gastos do governo e o mau uso da verba dos jogos Pan-Americanos e questiona a capacidade dos políticos de investir o dinheiro das Olimpíadas em benefícios para a cidade.

“Onde contratos para obras públicas são negociáveis e os políticos com tendência à corrupção são a norma, quem garantirá que os US$ 14 bilhões do orçamento dos jogos será bem aplicado?”, questiona a Economist.

O artigo destaca ainda que o Rio de Janeiro pode ter sucesso nos Jogos se usar o dinheiro para regenerar a cidade, a exemplo do que fez Barcelona quando foi a cidade-sede das Olimpíadas.

De acordo com a publicação, resta aos políticos brasileiros garantir que os benefícios trazidos ao país com os Jogos Olímpicos superem os custos.