Contra expectativas, PIB britânico cai 0,4% e país segue em recessão

Consumidores britânicos
Image caption Vendas do varejo continuam em baixa na Grã-Bretanha

A economia britânica encolheu 0,4% entre julho e setembro, segundo estatísticas oficiais preliminares divulgadas nesta sexta-feira, o que confirma que a Grã-Bretanha continua em recessão.

Pela primeira vez desde 1955, o PIB britânico contraiu por seis trimestres consecutivos.

As estatísticas ainda podem ser revisadas, tanto para cima como para baixo, já que os dados divulgados nesta sexta são apenas estimativas.

Os dados sugerem que a Grã-Bretanha vive a recessão mais longa desde que os indicadores econômicos começaram a ser mensurados, nos anos 50.

Os números foram provocados pela falta de crescimento de vendas no varejo em setembro e por uma queda de 2,5% na produção industrial em agosto. Outro fator foi a queda no setor de serviços, sobretudo no setor hoteleiro.

Pelas estimativas, a economia britânica encolheu 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Europa

A retração do PIB surpreendeu analistas, que esperavam uma retomada no crescimento no terceiro trimestre do ano.

Os resultados negativos do PIB devem pressionar o banco central britânico a prolongar sua política de flexibilização quantitativa.

A medida - pela qual o banco central imprime dinheiro para comprar papéis de bancos no mercado - tem sido a principal política da entidade para injetar recursos na economia.

Depois da divulgação dos dados, a cotação da libra caiu mais de um centavo em relação ao dólar, com preocupações entre os investidores de que a Grã-Bretanha se tornará a única grande economia ainda em recessão.

Na França, estatísticas divulgadas nesta sexta-feira mostram que o comércio francês cresceu 2,3% no mês de setembro – o maior aumento mensal em três anos. A venda de carros cresceu 10,2% no país, depois de dois meses de queda consecutiva.

Na Alemanha, uma pesquisa também revelada nesta sexta mostrou que o otimismo entre empresários do país com a economia alemã aumentou em outubro.

Dados dos 16 países do euro mostram que o setor privado na região está neste mês com o seu melhor desempenho desde dezembro de 2007. O desemprego, no entanto, continua subindo, segundo o índice PMI (Purchasing Managers' Index) medido pelo grupo de pesquisa Markit.

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