Ataque talebã mata cinco funcionários da ONU em Cabul

Soldado carrega ferido
Image caption Soldado carrega ferido em ataque contra pensão usada pela ONU

Pelos menos cinco funcionários da ONU morreram e nove pessoas ficaram feridas em um ataque do Talebã na capital afegã, Cabul, nesta quarta-feira, segundo informações do governo local. Outro atentado da milícia na capital afegã não deixou vítimas.

No primeiro incidente, um total de pelo menos 11 pessoas morreram - incluindo os funcionários da ONU, três civis afegãos e três militantes - em uma explosão seguida de um tiroteio em uma pensão usada pela ONU para a estadia de funcionários estrangeiros no centro da capital.

Relatos anteriores, de que 12 pessoas haviam morrido, entre elas seis funcionários da ONU, foram depois corrigidos pelas autoridades.

O porta-voz do ministério do Interior Zemarai Bashary, disse à BBC que pelo menos três homens armados e usando coletes com explosivos invadiram a pensão, localizada no distrito de Shan-e-War, no centro da cidade, por volta das 6h (horário local, 23h30 de terça-feira em Brasília).

Logo após a primeira explosão, a polícia cercou o local e houve intensa troca de tiros entre as forças afegãs e os militantes. Segundo Bashary, os três militantes foram mortos e a situação no local foi controlada.

Cerca de duas horas após o primeiro incidente, foguetes foram lançados contra o hotel Serena, um dos principais da capital afegã e utilizado por diplomatas e jornalistas internacionais.

Segundo o correspondente da BBC em Cabul Andrew North, os hóspedes foram levados para o porão do hotel para proteção, mas não houve registro de mortos ou feridos. No ano passado, um homem bomba detonou os explosivos dentro do Serena.

Um porta-voz do Talebã anunciou que o grupo assumiu a autoria do ataque contra a pensão e afirmou que se trata apenas do “primeiro passo” na campanha para prejudicar o segundo turno das eleições presidenciais no país, marcadas para sete de novembro. A ONU tem um papel importante na organização do pleito.

Insurgência

Os ataques ocorrem um dia depois que oito soldados americanos e um civil afegão que trabalhava para o grupo morreram em um atentado no sul do país.

As mortes tornaram o mês de outubro de 2009, que até a terça-feira registrava 55 vítimas fatais, no mais mortal para as forças americanas no Afeganistão desde o início das operações militares no país, em 2001.

Na segunda-feira, 11 soldados americanos e três civis morreram quando dois helicópteros se chocaram no sul do Afeganistão.

Ainda nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve assinar um projeto de lei que autoriza o Exército americano a remunerar militantes do Talebã que renunciem à insurgência no Afeganistão.

Leia na BBC Brasil: EUA podem pagar a quem renunciar ao Talebã

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