Obama chega ao Japão em 1ª visita oficial à Ásia

Barack Obama chega a Tóquio
Image caption Tóquio é primeira escala de Obama na Ásia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta sexta-feira ao Japão, em um momento de diferença entre os dois aliados sobre a presença militar americana na região.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, indicou que seu país quer fortalecer suas relações com a Ásia e se opõe a planos dos EUA de deslocar uma base militar na ilha de Okinawa.

Os Estados Unidos, que consideram o lugar estratégico por ser perto da China e de Taiwan, querem mover a base para outra parte da ilha, longe da área residencial. Mas o Japão quer que a base saia da ilha por completo.

O fim das bases norte-americanas na ilha japonesa foi um dos assuntos que mais ganhou destaque na imprensa do país nesta sexta-feira. Mas analistas políticos dizem que o assunto deverá ser tratado de forma marginal nesta visita de Obama e que nenhuma decisão será tomada.

Ainda na questão militar, o Japão propôs doar US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos em ajuda para a reconstrução do Afeganistão. Mas em troca, quer acabar com toda a ajuda logística do país às tropas americanas, principalmente o fornecimento de combustível às aeronaves e embarcações.

O Japão é a etapa inicial da primeira viagem de Obama à Ásia como presidente. Ele ainda visitará Cingapura, onde participa da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), China e Coreia do Sul.

As maiores expectativas do giro de Obama pelo continente estão na visita à China. Obama afirmou que a China é um parceiro e também um rival, e alertou para a necessidade de equilibrar as relações comerciais com Pequim para evitar "tensões" entre as duas potências.

Leia mais: Diálogo com China será principal desafio de visita de Obama à Ásia

Relações bilaterais

Pouco depois de desembarcar em Tóquio, Obama se reuniu com Hatoyama na residência do primeiro-ministro. No sábado, Obama fará um discurso na capital japonesa, no qual deve reiterar a importância do Japão como aliado e parceiro comercial dos Estados Unidos.

Já o governo japonês tem declarado que busca mais independência comercial dos EUA, o principal parceiro comercial do país asiático nas últimas décadas.

Nesta sexta-feira, porém, Hatoyama afirmou à imprensa japonesa que a parceria deve continuar. “Não existem dúvidas sobre a necessidade de se manter essa relação”, disse.

Tanto Japão como Estados Unidos estão de olho agora na China. Obama sinalizou que o país está cada vez mais influente no continente asiático. Entre outros assuntos, ele deve discutir com o líder chinês Hu Jintao uma política de cooperação econômica e um crescimento mais equilibrado dos chineses.

O presidente americano ficará em Tóquio até sábado e se encontrará ainda com o Imperador Akihito e a Imperatriz Michiko, que acabaram que completar 20 anos de reinado.

Depois ele segue viagem para Cingapura, onde participa do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês). Ele deve ficar ainda três dias na China, e depois fará uma rápida parada em Seul, na Coreia do Sul.

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