Sri Lanka promete abrir campos de presos até janeiro

Campo do Sri Lanka
Image caption Muitas das pessoas nos campos foram usadas como escudos humanos

O governo do Sri Lanka afirmou neste sábado que refugiados tâmeis dos campos especiais, montados desde o fim do conflito com o grupo rebelde Tigres de Libertação da Pátria Tâmil, em maio, vão ser autorizados a sair por períodos curtos a partir do mês que vem.

Um assessor do presidente do país, Mahinda Rajapaksa, também prometeu abrir as portas dos campos, que atualmente abrigam mais de 130 mil pessoas da etnia tâmil, até o fim de janeiro.

Os acampamentos foram criados no norte do Sri Lanka para prender rebeldes e refugiados do conflito, nos últimos meses da guerra.

No entanto, o governo do país vem sendo duramente criticado por manter milhares de pessoas nos acampamentos contra a própria vontade.

O assessor especial do presidente Mahinda Rajapaksa, seu irmão Basil, fez as promessas durante uma visita ao campo Menik Farm.

Apelo da ONU

Na quinta-feira, o chefe da ajuda humanitária das Nações Unidas no Sri Lanka, John Holmes, já tinha visitado o campo e feito um apelo ao governo para libertar os prisioneiros.

Em discurso a um grupo de refugiados, Rajapaksa afirmou que a partir de 1º de dezembro, os campos não seriam mais totalmente fechados.

Os refugiados seriam então autorizados a deixar o local por um ou dois dias, para, entre outros motivos, visitar amigos ou parentes.

Embora a saída permanente não deva ser autorizada, Rajapaksa repetiu a promessa do governo de reassentar até janeiro aqueles que perderam suas casas.

Cerca de 300 mil tâmeis fugiram da zona de conflito durante a ofensiva final do governo contra os rebeldes, no primeiro semestre.

Muitos dos que fugiram já tinham sido usados como escudos humanos pelos rebeldes e acabaram presos nos campos especiais.