EUA: Relatório revela 91 falhas na segurança do governo desde 1980

Michaele Salahi cumprimenta Barack Obama em jantar oficial na Casa Branca
Image caption Michaele Salahi participou de jantar na Casa Branca sem ser convidada

Um relatório do serviço secreto americano datado de 2003 e publicado nesta segunda-feira no jornal Washington Post indica que houve 91 falhas no sistema de segurança do governo desde 1980, a maioria delas envolvendo o presidente em exercício.

O documento foi publicado apenas duas semanas após um casal de penetras ter participado de um jantar oficial na Casa Branca onde se encontravam o presidente Barack Obama e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

Entre as falhas citadas no relatório está o caso de uma família de quatro pessoas que cruzou a barreira de proteção da Casa Branca buzinando dentro de um carro e outra ainda mais preocupante – um homem que conseguiu disparar 29 vezes com um fuzil contra a residência presidencial antes de ser detido, fora do perímetro de segurança.

Segundo o Washington Post, o relatório foi usado no treinamento de oficiais do serviço secreto, responsável pela proteção e segurança do presidente.

O porta-voz do serviço, Ed Donovan, disse que foram registradas 10 violações no sistema de segurança desde 2001, incluindo o incidente recente com o casal Tareq e Michaele Salahi na Casa Branca.

Falha

Em 24 de novembro, o casal, bem vestido, conseguiu acesso ao jantar oficial em homenagem ao premiê indiano. Eles circularam entre os convidados e até tiraram uma foto com o presidente Obama.

O diretor do serviço secreto, Mark Sullivan, assumiu a responsabilidade pela falha na segurança e afirmou que o incidente o fez sentir “profundamente preocupado e envergonhado”.

Em entrevista ao jornal, Donovan afirmou que o documento "reflete uma vontade de avaliar nossa segurança e evidentemente aumenta o alerta de nossos oficiais uniformizados e agentes a respeito de seu trabalho".

Ele ressaltou ainda que apesar da publicidade sobre o recente incidente na Casa Branca, os agentes do serviço secreto já protegeram com sucesso 34 personalidades americanas e 222 autoridades internacionais presentes na Assembleia Geral da ONU.

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