Governo do Irã diz que estrangeiros estão entre os presos em protestos

Manifestante em Teerã
Image caption Os protestos foram os mais violentos desde as eleições de junho

O ministro da Inteligência do Irã, Heydar Moslehi, anunciou, nesta segunda-feira, que vários estrangeiros foram presos durante os protestos oposicionistas da última semana.

O ministro não deu informações sobre os detidos, mas afirmou que eles estavam envolvidos com “propaganda e guerra psicológica”.

“Diversos estrangeiros estão entre os presos no dia da Ashura, eles estavam liderando uma guerra psicológica contra o sistema”, disse.

Os protestos do dia 27 de dezembro foram convocados pela oposição para coincidir com o fim das comemorações do Ashura, uma festividade muçulmana xiita.

As manifestações estão sendo consideradas as mais violentas desde as eleições gerais, em junho de 2009.

Pelo menos oito pessoas morreram, entre elas o sobrinho do líder oposicionista Hossein Mousavi, e cerca de 500 foram presas – aproximadamente 300 delas continuam detidas.

Detalhes

Ainda não há detalhes sobre os estrangeiros presos durante os protestos.

De acordo com Moslehi, eles teriam entrado em solo iraniano dois dias antes da celebração do Ashura.

Segundo o site Rajanews, que apoia o governo do Irã, “um cidadão britânico, que estava com o passaporte”, estaria entre os presos, informou a agência de notícias AFP.

A agência afirmou ainda que um jornalista sírio que trabalha para a rede de televisão Dubai TV também teria sido detido.

Alguns canais de televisão também informaram que entre os presos estariam membros do grupo oposicionista Mujahideen Khalq Organisation (MKO).

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