Ciência

Bióloga fotografa narvais para desenvolver método de identificação

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A bióloga marinha canadense Marie Auguer-Méthé desenvolveu um método de identificação de narvais – grandes cetáceos que habitam as proximidades do Ártico e cujos machos (e algumas fêmeas) apresentam um longo dente em espiral que parece um chifre – através de fotos.

Os animais são parentes próximos das belugas e medem até cinco metros de comprimento; as presas podem chegar a três metros. Ninguém sabe ao certo para que servem, há hipóteses de que seriam usadas em brigas, para conquistar fêmeas ou ainda para verificar alterações no ambiente.

Auguer-Méthé e colegas das universidades de Dalhousie, em Halifax, e McGill, em Quebec, usam os padrões nas reentrâncias na dorsal dos narvais como forma de identificação. Diferentemente de outros cetáceos, os narvais não têm uma nadadeira dorsal pronunciada.

Os narvais nascem acinzentados, mas à medida que os anos passam, aumenta o número de manchas brancas, mudando os padrões da pelagem – o que dificulta a identificação de indivíduos.

Os cetáceos costumam nadar em grupos de indivíduos com idades e sexo semelhantes.

A equipe da bióloga marinha canadense observou narvais nas proximidades dos fiordes da Ilha Baffin, no Canadá, onde eles passam o verão, e no Estreito de Davis, entre a ilha Baffin e a costa da Groenlândia, onde passam os invernos.

A identificação de indivíduos da população de narvais possibilitaria uma estimativa mais precisa do atual número de animais, além de permitir estudos sobre a organização social deles.

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