PIB dos EUA cresce no 4º trimestre, mas termina 2009 em baixa

Imagem de Wall Street, nos Estados Unidos
Image caption Crise já fechou 7,2 milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos

A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 5,7% no último trimestre de 2009 (ou 1,4%, em relação ao trimestre anterior), surpreendendo o mercado, que previa avanço de 4,6%.

Mas o PIB (Produto Interno Bruto) americano registrou contração de 2,4% no ano passado, o pior resultado desde 1946.

O ritmo de crescimento de outubro a dezembro de 2009 foi o maior dos últimos seis anos e, segundo analistas, confirma que a economia americana já superou a recessão.

No trimestre anterior, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos havia crescido 2,2%.

Os dados sobre o quarto trimestre de 2009, divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, são uma primeira estimativa e ainda poderão ser revisados.

Uma segunda estimativa para o quarto trimestre, baseada em dados mais completos, será divulgada em 26 de fevereiro.

Dúvidas

Apesar do desempenho positivo, analistas ainda colocam em dúvida a força da recuperação econômica e alertam que esse crescimento não deve ser sustentado por um longo período.

O resultado do último trimestre é atribuído em grande parte ao ritmo menor da redução de estoques.

De outubro a dezembro, as empresas reduziram seus estoques em US$ 33,5 bilhões, montante bem abaixo dos US$ 139,2 bilhões do terceiro trimestre e dos US$ 160,2 bilhões do segundo trimestre de 2009.

O cálculo do PIB americano leva em conta o valor dos bens e serviços produzidos nos Estados Unidos. Essa queda no ritmo de redução de estoques acrescentou 3,39 pontos percentuais no PIB do quarto trimestre de 2009.

Segundo economistas, porém, é pouco provável que nos próximos semestres os estoques representem uma contribuição significativa para o avanço do PIB, a não ser que as empresas decidam que é hora de recompor seus estoques.

Consumo e emprego

As exportações de bens e serviços cresceram 18,1% (comparados com 17,8% no terceiro trimestre).

O investimento de empresas em equipamentos e software cresceu 13,3%, bem acima dos 1,5% do trimestre anterior.

As despesas de consumo das famílias, que respondem por grande parte do cálculo do PIB, cresceram 2% no quarto trimestre, a um ritmo bem menor do que o esperado e a uma taxa menor do que os 2,8% registrados no trimestre anterior.

Com a taxa de desemprego em torno de 10% e o mercado de trabalho ainda fraco, a expectativa dos analistas é de que os americanos vão continuar relutantes em consumir.

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