Portugal envia militares a Madeira após temporal que matou 38

Enchente em Funchal, na ilha da Madeira
Image caption As chuvas causaram enchentes em diversas regiões da ilha

As Forças Armadas de Portugal enviaram neste domingo equipes de especialistas em resgate para a ilha de Madeira, onde pelo menos 38 pessoas morreram em consequência de um forte temporal no sábado.

Toneladas de lama e pedras foram levadas morro abaixo em vários pontos da ilha, deixando alagadas as ruas da capital regional, Funchal, e de outras cidades.

Segundo as autoridades portuguesas, dezenas de pessoas ficaram feridas, e o número de mortos pode aumentar ainda mais.

Algumas áreas da ilha estão sem água, energia elétrica ou telefone.

O primeiro-ministo de Portugal, José Sócrates, afirmou que o seu governo fará “qualquer coisa para ajudar” as vítimas.

O governo português pediu ainda ajuda à União Europeia para lidar com o desastre.

Resgate

Segundo as autoridades, a ajuda já enviada à ilha inclui 56 membros de equipes de resgate militares com cães farejadores e 36 bombeiros.

Um navio da Marinha portuguesa, com um helicóptero e equipamentos médicos, também já partiu em direção à ilha, localizada a cerca de 900 quilômetros da costa continental do país.

O ministro do Interior de Portugal, Rui Pereira, que visitou a ilha neste sábado, disse que o governo estuda a declaração de um estado de emergência.

Durante a madrugada do sábado, os ventos atingiram mais de 100 km/hora, derrubando árvores e causando enchentes, principalmente na região sul da ilha.

Imagens da televisão local mostravam corredeiras de água barrenta pelas ruas das principais cidades da região, estradas submersas e ruas cheias de destroços. O aeroporto do Funchal foi fechado.

Um funcionário do serviço de proteção civil da ilha disse à agência de notícias Reuters que o órgão ficou sobrecarregado com o número de ligações de moradores pedindo ajuda depois das chuvas.

'Cidade fantasma'

A turista britânica Cathy Sayers, que estava em Funchal durante o temporal, disse à BBC que a capital parecia uma “cidade fantasma”. Segundo ela, a infraestrutura foi “dizimada”.

Ela afirmou ainda que não houve aviso de que o temporal seria tão forte.

“Acho que todos estão extremamente chocados que isso esteja acontecendo nesta época do ano”, disse.

Apesar dos estragos causados pelo temporal, o presidente do governo autônomo da Madeira, João Jardim, disse que pedirá aos mercados ao ar livre que reabram neste domingo.

“Não sabemos o quanto isso vai afetar o turismo, mas não há sentido em dramatizar demais a situação”, afirmou.

A ilha de Madeira é um destino popular entre turistas de várias partes do mundo, principalmente europeus.

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