Rússia

Líder russo visita Daguestão e promete ‘golpe profundo’ no terror

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O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, prometeu dar “um golpe profundo nos terroristas” durante uma visita-surpresa nesta quinta-feira ao Daguestão, um dia após 12 pessoas terem sido mortas em um atentado suicida na república no norte do Cáucaso (sul da Rússia).

Acompanhado de altos funcionários do governo russo, Medvedev viajou à cidade de Makhachkala nesta quinta-feira para um encontro de emergência com líderes das repúblicas da região, incluindo Daguestão, Chechênia e Inguchétia, que enfrentam movimentos rebeldes separatistas.

“Precisamos dar um golpe profundo nos terroristas, para destruir eles e seus esconderijos”, afirmou Medvedev, que pediu medidas antiterror “duras, severas e preventivas".

Na segunda-feira, dois atentados suicidas no metrô de Moscou deixaram 39 mortos. Os ataques foram reivindicados pelo líder separatista checheno Doku Umarov.

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Em uma mensagem em vídeo postada em um site ligado aos rebeldes, Umarov disse ter ordenado o ataque para vingar a morte de chechenos pelas forças de segurança russas em fevereiro e disse que os russos devem se preparar para mais ataques.

As autoridades russas já haviam declarado acreditar que as duas mulheres que supostamente detonaram os explosivos no metrô eram ligadas a militantes do norte do Cáucaso.

Na madrugada desta quinta-feira, uma nova explosão em um carro no oeste do Daguestão provocou a morte de duas pessoas, supostamente militantes separatistas.

Medidas ampliadas

Dmitry Medvedev durante reunião com líderes do norte do Cáucaso

Medvedev fez uma viagem-surpresa ao Daguestão nesta quinta-feira

Durante a visita ao Daguestão, o presidente russo afirmou que “a lista de medidas para combater o terrorismo deve ser ampliada”.

“Elas precisam não somente ser efetivas como ser duras, severas e preventivas. Precisamos punir”, acrescentou.

“Arrancamos as cabeças dos piores bandidos, mas parece que isso não foi suficiente. Vamos caçar todos no seu devido tempo e puni-los, assim como fizemos com os anteriores. Vamos agir somente desta forma”, disse.

Medvedev afirmou a membros dos serviços de segurança que acredita que os atentados de quarta-feira em Kizlyar, no Daguestão, e de segunda-feira em Moscou são “elos da mesma corrente”.

“Esta é a manifestação da mesma atividade terrorista que começou ultimamente a se fazer sentida no Cáucaso e contra a qual estamos todos lutando e continuaremos lutando”, afirmou.

Os ataques desta semana ocorreram quase um ano após Medvedev ter declarado “o fim das operações de contraterrorismo” na Chechênia, em uma tentativa de normalizar a situação na região após 15 anos de um conflito que provocou mais de 100 mil mortos e deixou a região em ruínas.

Apesar disso, a república russa de maioria islâmica continua a enfrentar a violência, e nos últimos dois anos militantes chechenos aumentaram os ataques nas repúblicas vizinhas da Inguchétia e do Daguestão.

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