Sul-africano que pregava supremacia branca é morto

Eugene Terreblanche
Image caption Eugene Terreblanche foi brutalmente assassinado em sua fazenda

O líder de uma facção sul-africana que defendia a supremacia branca, Eugene Terreblanche, foi assassinado neste sábado, de acordo com informações da imprensa sul-africana.

Terreblanche, de 69 anos, foi morto a pauladas em sua fazenda no noroeste do país, segundo a imprensa. Duas pessoas teriam sido presas.

O ativista fazia campanha para criar um país separado da África do Sul, apenas de brancos, e ganhou notoriedade nos anos 80. Terreblanche tornou-se líder de uma minoria que tentou impedir o fim do regime do apartheid, de segregação racial.

"O corpo de Terreblanche foi encontrado na sua cama, com lesões faciais e na cabeça", disse um porta-voz da polícia à agência de notícias AFP.

Segundo a notícia da agência, ele foi morto por dois trabalhadores, devido a salários que não teriam sido pagos. Ambos teriam sido indiciados por assassinato.

Terreblanche passou três anos na prisão depois de ter sido condenado por tentativa de assassinato. Ele foi solto em 2004.

Em 1970, ele fundou o partido Afrikaner Weerstandsbeweging (Movimento da Resistência Afrikaner), que pregava a supremacia dos brancos. O movimento fazia oposição ao primeiro-ministro sul-africano da época, John Vorster.

O partido ameaçou provocar uma guerra civil nos anos 90, quando a África do Sul realizou suas primeiras eleições democráticas. Com o fim do apartheid, Terreblance havia caído no ostracismo.

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