Presidente da África do Sul pede calma após morte de Terreblanche

Eugene Terreblanche
Image caption Eugene Terreblanche foi assassinado em sua fazenda

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, apelou por calma depois da morte do líder de uma facção do país que defendia a supremacia branca, Eugene Terreblanche.

Uma nota oficial do gabinete de Zuma disse: "O presidente apela por calma (...) e pede aos sul-africanos que não permitam que agentes provocadores se aproveitem da situação para incitar ou alimentar ódio racial."

"O assassinato de Terreblanche precisa ser condenado, independentemente de como quem o matou acha que pode ser justificado. Eles não tinham o direito de tirar-lhe a vida."

A polícia disse que Terreblanche, de 69 anos, foi morto a pauladas em sua fazenda, perto da cidade de Ventersdorp, no noroeste do país, por dois empregados em uma disputa sobre falta de pagamento. Dois homens foram presos e acusados do crime.

Terreblanche e seu partido Afrikaner Weerstandsbeweging (AWB, Movimento da Resistência Afrikaner) ficaram conhecidos em meados da década de 80. O líder segregacionista fazia campanha por um território separado para os brancos e defendia a preservação do apartheid. O partido usou táticas de terror e ameaçou iniciar uma guerra civil no período que antecedeu a primeira eleição democrática do país, em 1994. Fracassou e caiu em relativa obscuridade.

Terreblanche ficou preso três anos após ter sido condenado em 2001 por tentar matar um trabalhador agrícola.

O AWB também pediu calma aos associados. O porta-voz do grupo, Andre Visagie, disse: "Nós vamos decidir que ação tomar para vingar a morte de Terreblanche", acrescentando que as próximas medidas vão ter que esperar uma reunião do partido em maio.

A correspondente da BBC em Johannesburgo, Karen Allen, disse que o assassinato ocorre em meio a uma crescente preocupação com a criminalidade na África do Sul.

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