Grã-Bretanha

Brown anuncia eleições gerais para 6 de maio

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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou nesta terça-feira a realização de eleições gerais no país no dia 6 de maio.

O premiê - que enfrentará sua primeira eleição como líder do Partido Trabalhista - disse que pedirá aos eleitores um mandato "claro e direto" para "continuar a tarefa de recuperação da economia".

Seguindo a tradição, Brown foi ao Palácio de Buckingham pela manhã, onde, em uma audiência de 20 minutos, pediu à rainha Elizabeth 2ª permissão para dissolver o Parlamento no dia 12 de abril, data do início oficial da campanha eleitoral.

Ao retornar à sua residência oficial em Downing Street, o chefe de governo fez o anúncio, ladeado por todo o seu Gabinete, e acrescentou: "A Grã-Bretanha está no caminho da recuperação (econômica) e nada que façamos deverá colocar isso em risco."

Pouco antes, o líder do Partido Conservador e principal adversário de Brown nas urnas, David Cameron, disse em discurso a correligionários que sua candidatura representa "uma alternativa conservadora moderna" aos eleitores, e que seu partido oferece "esperança, otimismo e mudança" e "um novo começo".

Ele qualificou a eleição como "a mais importante eleição geral em uma geração".

Analistas dizem que os principais temas na campanha serão a economia e o grande déficit no orçamento público.

O analista político da BBC Rob Watson afirmou que o principal partido de oposição britânico, o Conservador, terá a seu favor o desgaste do Partido Trabalhista - que está no poder há quase 13 anos.

A vitória trabalhista nas urnas em 1997 marcou uma reviravolta na política britânica. Tony Blair sucedeu John Major, um ex-integrante do governo de Margaret Thatcher, no que foi a primeira de quatro vitórias eleitorais trabalhistas. Gordon Brown assumiu o cargo em 2007 sem eleições gerais.

Resultados

Pesquisas de opinião sugerem que a disputa pelas 650 cadeiras no próximo Parlamento britânico deve ser bastante acirrada, e há uma expectativa de que o fiel da balança seja o Partido Liberal Democrata, liderado por Nick Clegg.

Clegg afirma que seu partido é o único a oferecer "uma mudança real" para o eleitorado.

Os conservadores, que há meses eram considerados favoritos para obter a maioria, vêm perdendo popularidade, acusados pelos eleitores de prometer mudança sem apresentar planos concretos. Nos meios políticos e na imprensa especula-se se o Partido Liberal Democrata faria uma aliança com trabalhistas ou conservadores.

Pesquisas de opinião divulgadas para coincidir com o anúncio das eleições apontam para vantagem dos conservadores em relação aos trabalhistas - com margens diferentes.

Uma consulta do instituto ICM para o jornal britânico The Guardian indica que o Partido Conservador perdeu uma vantagem de 4 pontos percentuais na preferência do eleitorado. A enquete indicou que 37% votariam nos conservadores, 33% nos trabalhistas e 21% no Partido Liberal-Democrata.

Outra enquete, realizada pelo instituto YouGov para o tablóide The Sun, sugere que os conservadores têm liderança de 10 pontos percentuais prevendo 41% para os conservadores, 31% para os trabalhistas e 18% para o Partido Liberal Democrata.

Sem maioria

Pela primeira vez, os líderes dos partidos (que, na prática, são os potenciais primeiros-ministros) devem participar de debates pela TV. Estão previstos três, a serem exibidos pelas emissoras BBC, Sky e ITV.

Os três principais partidos - ao lado de várias outras agremiações de menor porte - disputarão as 650 cadeiras do Parlamento, quatro a mais do que o existente atualmente, devido a mudanças nos critérios de definição de zonas eleitorais.

Para garantir a maioria no Parlamento, um partido deve obter ao menos 326 cadeiras. Se nenhum partido conseguir garantir esse número, o resultado será um parlamento sem maioria (fenômeno chamado hung Parliament, em inglês) - situação que termina por obrigar partidos a fazer coalizões que garantam a formação de um governo.

Mas seja qual for o resultado das urnas, a composição da Câmara dos Comuns (a câmara baixa do Parlamento Britânico) deve mudar bastante, já que 144 parlamentares anunciaram que não vão concorrer à reeleição. Alguns deles desistiram de concorrer depois de terem sido expostos pela mídia britânica ano passado, no escândalo do reembolso de despesas que sacudiu o Parlamento e a política do país.

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