Antes de cúpula, Obama alerta para terrorismo nuclear

Barack Obama
Image caption Cúpula em Washington ocorre dias depois de Obama assinar tratado nuclear com a Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que a maior ameaça à segurança do país é a possibilidade de uma organização terrorista conseguir uma arma nuclear.

O discurso de Obama foi feito na véspera da Cúpula sobre Segurança Nuclear, organizada pelo governo americano em Washington e que deve contar com a participação de representantes de 47 países, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Obama, grupos como a organização Al-Qaeda não demostrariam "remorso" ao usar dispositivos nucleares.

"A maior ameaça à segurança dos Estados Unidos, no curto, médio e longo prazo, seria a possibilidade de uma organização terrorista obter uma arma nuclear."

"Isto é algo que poderia mudar o ambiente de segurança deste país e do mundo todo nos próximos anos", afirmou o presidente americano.

"Se algum dia ocorrer uma detonação na cidade de Nova York, ou Londres, ou Johanesburgo, as ramificações em termos econômicos, políticos e na perspectiva de segurança seriam devastadoras", acrescentou.

Obama afirmou que existe uma situação onde há muito "material nuclear solto pelo mundo".

"Então, o assunto e o objetivo central desta cúpula é colocar a comunidade internacional em um caminho no qual estaremos controlando este material nuclear em um cronograma muito específico com um plano de trabalho específico", disse.

Na quinta-feira passada, o presidente Obama e seu colega russo, Dimitry Medvedev, assinaram o acordo bilateral de redução de seus arsenais de armas nucleares mais significativo em 20 anos.

O acordo estabelece que a redução ocorrerá ao longo de sete anos e que cada parte limitará o seu número de ogivas nucleares a 1.550. O novo teto é cerca de 30% menor que o de 2,2 mil ogivas previsto pelo acordo antigo de redução nuclear russo-americano.

No começo da semana, Obama aprovou uma nova política nuclear para os Estados Unidos, afirmando que planeja cortar o arsenal nuclear, reduzir os testes nucleares e não usar armas nucleares contra países que não possuem estas armas.

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