Brown lança plataforma trabalhista prometendo reformas 'implacáveis'

O premiê britânico Gordon Brown
Image caption Gordon Brown lançou plataforma em Birmingham

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown apresentou nesta segunda-feira as propostas de campanha do Partido Trabahista para as eleições gerais no dia 6 de maio, dizendo que .

O partido, que busca seu quarto mandato consecutivo, prometeu que não aumentará o imposto de renda e que planeja introduz uma série de reformas no serviço público, como a introdução de testes obrigatórios de inglês para todos os candidatos a empregos no setor.

Falando em um hospital em Birmingham que será aberto durante o verão europeu, o premiê prometeu mais eficiência na administração de hospitais e mais poder e responsabilidades para "líderes" no setor de educação.

"Nós (trabalhistas) seremos defensores incansáveis e implacáveis de reformas...do mercado e do Estado", disse ele.

O premiê disse que quer criar “uma classe média maior e melhor do que jamais houve” e que, em uma menção indireta respondendo ao escândalo dos reembolsos no Parlamento,quer trocar uma "política desacreditada e desrespeitada por uma em que vocês, as pessoas, que mandam".

O manifesto trabalhista ainda propõe a redução da idade mínima do eleitor para 16 anos de idade.

“Estamos enfrentando a luta de nossas vidas”, disse o premiê. “O futuro será progressista ou conservador, mas não será as duas coisas” (em referência ao seu principal opositor, o Partido Conservador).

Segundo o editor de política da BBC Nick Robinson, apesar de destacar a necessidade de "escolhas difíceis" na sua elaboração de sua plataforma, o manifesto não parece dar muitos detalhes sobre essas escolhas.

Após a divulgação da plataforma, um representante dos conservadores disse à BBC que o programa trabalhista seria "uma série de promessas requentadas" e "grandes propostas desprovidas de qualquer estimativa de custo".

O líder do Partido Liberal Democrata, Nick Clegg, disse que os trabalhistas prometeram "políticas novas e justas" em 1997, 2001 e 2005, e que "eles (os trabalhistas) estão fazendo isso de novo". "Se não conseguiram fazer isso em 13 anos, por que alguém acreditaria que vãio fazer dessa vez?", disse Clegg.

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