Meio Ambiente

Mancha de petróleo nos EUA triplicou nos últimos dias, dizem cientistas

Boia colocada para conter petróleo na costa da Louisiana

Mancha pode provocar maior desastre ambiental dos EUA

A mancha de petróleo que atinge o Golfo do México e a costa do sul dos Estados Unidos triplicou de tamanho nos últimos dias, segundo análise de imagens de satélite feita por cientistas da Universidade de Miami neste sábado.

Hans Graber, do Departamento de Física Marinha Aplicada da Universidade, disse à BBC que as imagens foram realizadas entre os dias 26 e 29 de abril.

Ventos fortes e águas agitadas estão dificultando os trabalhos para controlar a mancha, provocada por um vazamento ocorrido depois que uma plataforma de perfuração de petróleo explodiu e afundou no mar.

Acredita-se que o equivalente a até 5 mil barris de petróleo estejam vazando para o mar a cada dia, desde o desastre, no dia 20 de abril.

A Guarda Costeira tenta conter o avanço da mancha usando milhares de metros de barreiras absorventes colocadas no mar do Golfo do México, mas as marés estão empurrando a barreira para a costa.

O mau tempo ainda impediu a ajuda de embarcações pequenas e de aviões militares, destacados para pulverizar substâncias químicas que ajudam a dispersar o petróleo.

Visita de Obama

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No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve visitar a costa do Estado da Louisiana, o primeiro a ser atingido pela mancha, na sexta-feira. Flórida, Mississippi e Alabama também estão ameaçados e já declararam estado de emergência.

O presidente da British Petroleum (BP), Tony Hayward, que operava a plataforma também deve visitar a costa da Louisiana no domingo.

A empresa britânica vem sendo fortemente criticada pela maneira como respondeu ao incidente, inclusive por Obama, que disse que a BP "é, em última análise, a responsável pelo pagamento dos custos da limpeza e das operações".

"Mas estamos preparados para cumprir nossa responsabilidade em todas as comunidades afetadas", completou o presidente.

A empresa disse que já começou a usar substâncias dispersantes debaixo d'água, em uma tentativa de interromper o vazamento em sua fonte.

A BP afirmou ainda que despachou veículos operados por controle remoto para tentar fechar a válvula submarina por onde está saindo o petróleo, mas ainda sem sucesso.

Neste sábado, duas plataformas de exploração de gás natural interromperam seus trabalhos, e uma delas foi evacuada, "por medida de segurança".

Autoridades acreditam que este pode se tornar o pior desastre ambiental da história americana.

As áreas pantanosas da costa da Louisiana abrigam centenas de espécies de animais selvagens, além de servirem para a indústria da pesca.


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