Cinzas vulcânicas fecham aeroportos no norte da África

Passageiro observa painel com voos cancelados no aeroporto de Sevilha, Espanha
Image caption Vários aeroportos do sul da Espanha permanecem fechados

A nuvem de cinzas resultante da segunda erupção do vulcão Eyjafjallajokul, na Islândia, causou nesta terça-feira o fechamento de aeroportos no Marrocos, norte da África, pela primeira vez.

Até o momento, os cancelamentos de voos estavam restritos à Europa. Mas, nesta terça-feira, as autoridades de aviação civil do Marrocos determinaram o cancelamentos de voos saindo de Rabat, Casablanca e outras cidades do país.

Os aeroportos de Tangiers, Tetouan e Essaouira também foram fechados. De acordo com a agência de notícias francesa AFP, um total de oito aeroportos foram fechados no país nesta terça-feira.

Além do norte da África, a nuvem de cinzas também levou à imposição de restrições a voos no Aeroporto Internacional de Istambul, na Turquia, que proibiu voos que passassem pela região a noroeste do aeroporto durante quatro horas.

Espanha

O sul da Espanha também foi afetado pela nuvem de cinzas vulcânicas, e aeroportos nas Ilhas Canárias foram fechados. Os aeroportos de La Palma, Sevilha e Jerez também foram atingidos pelas cinzas.

Os aeroportos de Tenerife, La Gomera e Badajoz foram fechados e reabertos depois de algumas horas.

A nuvem de cinzas estaria se aproximando da região sudeste da França, mas sua altitude seria alta demais para afetar os voos no país.

A agência de tráfego aéreo europeia, a Eurocontrol, afirmou que espera a realização de 29 mil voos nesta terça-feira, o que é um número próximo do normal para esta época do ano. Na segunda-feira, foram feitos 29.155 voos.

As restrições de voos em altitudes entre 6 mil e 10,5 mil metros ainda estão em vigor, afetando principalmente os voos transatlânticos.

Desvio e atrasos

De acordo com a correspondente da BBC em Madri, na Espanha, Sarah Rainsford, a maior parte da nuvem de cinzas agora está acima do oceano Atlântico.

Com isso, as viagens transatlânticas estão sendo afetadas, ficando mais longas e com mais atrasos, já que os pilotos precisam voar em volta da nuvem.

O vulcão na Islândia teve sua primeira erupção há quase um mês, fechando o espaço aéreo em toda a Europa por quase uma semana e deixando centenas de milhares de passageiros presos em aeroportos.

Os prejuízos foram enormes. Apenas a companhia aérea de voos mais baratos Easyjet teve que cancelar mais de 6,5 mil voos e anunciou que a paralisação custou até US$ 110 milhões à companhia. A Easyjet agora está tentando conseguir uma indenização de governos de vários países.

Vulcanologistas islandeses disseram à agência de notícia AFP que ainda não sabem quando o vulcão vai parar com as erupções.