Ásia

Confrontos no centro de Bangcoc matam oito e ferem cem

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Pelo menos oito pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas nesta sexta-feira em confrontos envolvendo soldados do governo e manifestantes de oposição na capital da Tailândia, Bangcoc.

Os soldados estão tentando expulsar os oposicionistas, conhecidos como camisas vermelhas, de uma área no centro da cidade onde estão acampados, mas os manifestantes estão resistindo.

Os camisas vermelhas querem a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições.

Os manifestantes, em sua maioria moradores pobres das áreas rurais do país, apoiam o ex-premiê Thaksin Shinawatra, derrubado por um golpe de Estado em 2006.

Do exílio, Shinawatra acusou o governo de violar direitos humanos e exigiu que os soldados sejam retirados das ruas.

“As ações do governo claramente são uma grave violação de direitos humanos e ofensas criminais”, disse ele por meio de um comunicado.

‘Zona de guerra’

De acordo com a correspondente da BBC em Bangcoc Rachel Harvey, o local onde está o acampamento dos camisas vermelhas se transformou em uma "zona de guerra", com os soldados disparando contra o acampamento e helicópteros sobrevoando a área.

Harvey afirma que, dentro do acampamento, os manifestantes estão cavando trincheiras. Do lado de fora, os soldados lutam para retomar o controle das ruas principais e entram em choque com grupos de oposicionistas.

A correspondente conta ainda que um ônibus foi incendiado para bloquear uma das ruas principais que dão acesso ao acampamento. Em outros locais, manifestantes fizeram barreiras com pedaços de concreto e prepararam bombas de gasolina.

Os soldados, por sua vez, usam munição comum, balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar os camisas vermelhas, diz Harvey.

Um porta-voz do governo disse que alguns oposicionistas estão com armas e que os soldados estão tendo que se defender.

As embaixadas da região foram fechadas e, durante a noite, as forças de segurança interromperam o fornecimento de energia elétrica e água para a região do acampamento para tentar retomar a área.

Manifestante em Bangcoc

Manifestantes estariam preparados para um longo cerco

A violência aumentou depois que um general dissidente que apoia os protestos da oposição foi baleado na quinta-feira. Khattiya Sawasdipol continuava nesta sexta-feira em estado crítico.

Fuga dos moradores

Moradores fugiram em pânico diante do ruído de tiros e dos soldados avançando sobre a área, que é uma região popular entre os turistas que visitam a capital tailandesa.

Os soldados avançaram contra centenas de manifestantes que estabeleceram um bloqueio do lado de fora do mercado noturno de Suan Lum, para impedir o avanço dos soldados ao seu acampamento.

Um porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn, disse à BBC que as forças de segurança não estão tentando invadir as barricadas.

"Queremos cortar várias atividades (dos manifestantes) incluindo logística, envio de combustível e de caminhões de gasolina", disse.

Além do fornecimento de água e energia elétrica, as autoridades também começaram a cortar o transporte público e alguns serviços de telefone celular na área.

Milhares de manifestantes, incluindo mulheres e crianças, reforçaram as barricadas de bambu e prometeram manter o acampamento.

Com seus próprios suprimentos de água e alimentos, os manifestantes parecem preparados para um longo cerco, disse Rachel Harvey.

Eleições

Os acampamentos dos opositores se espalham do centro comercial da cidade até o centro financeiro, mais ao sul.

A pior crise política no país em quase duas décadas já deixou cerca de 30 pessoas mortas e mais de 1,4 mil feridas.

O premiê Abhisit Vejjajiva está sob intensa pressão para controlar os protestos, que paralisam Bangcoc desde o meio de março.

Ele já ofereceu a realização de eleições em 14 de novembro, mas os dois lados não chegaram a um acordo por causa das disputas sobre quem deve ser responsabilizado pela repressão aos protestos das últimas semanas.

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