Petroleira promete US$ 500 milhões para estudar vazamento no Golfo

Janet Napolitano
Image caption Napolitano visitou a costa da Louisiana nesta segunda-feira

A petroleira britânica British Petroleum (BP) ofereceu nesta segunda-feira até US$ 500 milhões nos próximos dez anos para financiar uma pesquisa sobre o impacto ambiental do vazamento de petróleo no Golfo do México.

A empresa também anunciou que vai tentar na quarta-feira uma nova estratégia para tentar conter o vazamento, a 1.524 m de profundidade, depositando cimento sobre ele. A BP acha que a nova abordagem tem entre 60% e 70% de chance de sucesso.

Em uma série de aparições em programas de TV americanos nesta segunda-feira, o chefe de operações da BP, Doug Suttles, disse que a empresa está consciente da frustração pública com a falta de progresso para conter o vazamento e chega a compartilhar dela.

"Estamos fazendo tudo o que podemos, tudo o que sei. Todos estão frustrados. O governo está e nós também", disse Suttles à rede NBC.

O vazamento vem liberando milhares de barris de petróleo diariamente na região desde que uma plataforma pegou fogo e afundou na costa do Estado da Louisiana, em 20 de abril, matando 11 trabalhadores.

Pressão

A secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, disse nesta segunda-feira que Washington vai pressionar a BP até que o vazamento no Golfo do México seja estancado.

"Ficaremos em cima deste assunto e ficaremos em cima da BP até que seja resolvido da maneira certa", disse Napolitano, em visita à costa da Louisiana.

O secretário do Interior americano, Ken Salazar, que acompanhou Napolitano na visita, disse que "continuaremos pisando no pescoço dela (da BP) até que o trabalho se complete".

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, vem criticando algumas medidas tomadas pelo governo federal em relação ao incidente.

Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano The New York Times, desde o início do vazamento, o governo do presidente Barack Obama já emitiu 19 certificados ambientais para projetos de perfurações e 17 permissões para perfurações de poços na costa americana.

As permissões e certificados parecem contradizer a declaração de Obama de que não seriam autorizados novas perfurações na costa.

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