Dívida europeia e tensão nas Coreias abalam os mercados

Homem observa painel com cotações
Image caption Bolsas europeias fecharam em baixa após fortes quedas na Ásia

Mercados financeiros de todo o mundo sofrem com fortes quedas nesta terça-feira por conta das preocupações com a dívida dos países da zona do euro.

As principais bolsas da Ásia e da Europa fecharam o dia com recuos acentuados.

Além dos problemas na Europa, os mercados asiáticos também reagiram negativamente às notícias sobre a tensão entre as Coreias do Sul e do Norte.

As incertezas já haviam provocado uma queda de 1,2% na Bolsa de Nova York na segunda-feira.

Quedas

O índice FTSE 100 da Bolsa de Londres fechou o dia com uma queda de 2,54%, em seu pior nível em oito meses.

Em pouco mais de um mês, a Bolsa de Londres já se desvalorizou mais de 10%, depois de ter alcançado sua maior alta em 22 meses em abril.

Outras bolsas europeias também apresentaram recuos, com o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, caindo 2,34% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, fechando com baixa de 2,9%.

As incertezas também voltaram a atingir o mercado americano.

Por volta das 15h (hora de Brasília), o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, operava com baixa de 1,95% e a bolsa tecnológica Nasdaq tinha queda de 1,99%.

A Bolsa de Valores de São Paulo também operava com um forte recuo de 2,81%.

Ásia

Na Ásia, as principais bolsas também sofreram fortes recuos, após a divulgação da notícia de que a Coreia do Norte estaria colocando suas forças militares em alerta para uma possível guerra com a Coreia do Sul.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, terminou o dia com uma queda de 3,06%, enquanto o índice KOSPI, da Bolsa de Seul, registrou baixa de 2,7%.

Na Austrália, as ações da Bolsa de Sydney caíram 2,9%, enquanto em Taiwan a bolsa local perdeu 3,2%.

As tensões na península coreana vêm crescendo desde a semana passada, quando investigadores internacionais responsabilizaram a Coreia do Norte pelo afundamento de um navio sul-coreano em março, deixando 46 marinheiros mortos.

Outro fator que contribuiu para o pessimismo entre os investidores foi o resgate no fim de semana do banco espanhol Cajasur pelo Banco da Espanha – a segunda vez na história em que o banco central espanhol salvou uma instituição regional.

Segundo analistas de mercado, os investidores temem que os problemas com as dívidas dos países europeus interrompam a recuperação econômica mundial.

A possibilidade de uma guerra na península da Coreia contribuiria para agravar ainda mais os temores do mercado sobre uma nova crise financeira internacional.

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