Paquistão

Mortos em ataques a mesquitas passam de 70 no Paquistão

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Atiradores atacaram simultaneamente nesta sexta-feira duas mesquitas na cidade de Lahore, no Paquistão, matando mais de 70 pessoas e deixando outras 80 feridas, de acordo com informações da polícia paquistanesa.

O número de mortos aumentou à medida que as equipes de resgate retiram os corpos das vítimas dos templos, que, no momento dos ataques, estavam lotados para as orações do meio-dia na sexta-feira.

A polícia informou que as duas mesquitas já estão seguras, mas ainda estão procurando pelos militantes responsáveis pelo ataque, que fugiram do local.

As mesquitas atacadas são do movimento religioso ahmadi, fundado em 1889 na Índia. Os ahmadis se consideram muçulmanos e seguem os ensinamentos do Corão, mas têm crenças distintas e, por isso, são considerados oficialmente, pelo menos no Paquistão, não-muçulmanos.

No passado, os ahmadis foram alvo de ataques de grupos radicais sunitas.

Reféns

Nenhum grupo assumiu os ataques desta sexta-feira, mas as suspeitas se voltaram para o Talebã paquistanês, de acordo com Ali Dayan Hassan, da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

Hassan disse à BBC que os fiéis nas mesquitas eram "alvos fáceis" para grupos militantes sunitas.

De acordo com o correspondente da BBC em Islamabad Aleem Maqbool, a polícia informou que a maioria dos fiéis que foram tomados como reféns dentro de uma das mesquitas, no bairro de Garhi Shahu, conseguiu escapar.

As forças paquistanesas estão fazendo buscas em todas as salas da mesquita e também nos prédios da região, procurando por militantes.

No entanto, segundo Maqbool, a polícia já alertou que alguns dos militantes conseguiram fugir e podem estar levando dispositivos para ataques suicidas.

A polícia conseguiu assumir o controle da outra mesquita, no subúrbio próximo de Model Town, depois de um tiroteio de duas horas.

Os militantes estavam armados com fuzis AK-47, pistolas, granadas e possivelmente outros explosivos, segundo relatos.

Os atiradores abriram fogo de forma indiscriminada dentro da mesquita, antes de as forças de segurança conseguirem matar um deles e capturar outros dois, de acordo com relatos de testemunhas à BBC.

Imagens da televisão paquistanesa mostraram um militante no topo de um minarete, atirando com um rifle e jogando granadas enquanto a polícia enfrentava atiradores no solo.

Ataque em março

Em março, pelo menos 45 pessoas morreram quando dois homens-bomba realizaram um ataque em uma populosa área residencial.

Ataques sectários vêm sendo realizados por vários grupos militantes na província de Punjab e outras partes do Paquistão.

Os ahmadis foram declarados um grupo não-muçulmano no Paquistão em 1974 e submetidos a uma série de restrições.

Os seguidores do movimento acreditam que o fundador do grupo, Mirza Ghulam Ahmad, que morreu em 1908, era um profeta.

Essa crença vai contra os princípios da maioria dos muçulmanos, que acreditam que Maomé, que morreu em 632, foi o último profeta.

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