Oriente médio

Conselho da ONU faz reunião de emergência sobre ataque de Israel a frota

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O Conselho de Segurança da ONU está reunido em uma sessão de emergência nesta segunda-feira para discutir o ataque israelense a navios que levavam ajuda à Faixa de Gaza que matou pelo menos nove ativistas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a realização de uma ampla investigação sobre o caso, afirmando que “Israel deve explicações”.

A Liga Árabe também marcou uma reunião de emergência, que deve ocorrer na terça-feira.

No Canadá, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, cancelou uma visita que faria na terça-feira a Washington - onde se encontraria com o presidente americano, Barack Obama - e disse que a operação militar teve “todo seu apoio”.

A Casa Branca disse que os Estados Unidos “lamentam profundamente” a perda de vidas e indicou que espera saber mais detalhes sobre as circunstâncias do ocorrido, mas não condenou o ataque de Israel.

Ataque

A frota de seis navios, levando dez mil toneladas de ajuda à Faixa de Gaza, partiu do Chipre na noite de domingo e esperava chegar no território palestino, sob embargo de Israel, na manhã de segunda-feira quando foram atacados em águas internacionais.

Os detalhes do incidente não estão claros. Militares israelenses dizem que seus soldados invadiram o navio principal e foram recebidos com violência, alegação rejeitada pelos ativistas.

Os organizadores dizem que pelo menos 30 pessoas ficaram feridas. Israel diz que dez de seus soldados se feriram.

Os navios do comboio foram conduzidos ao porto israelense de Ashdod, onde os ativistas devem ser deportados.

Entre os ativistas, estava a britânica da Irlanda do Norte Mairead Corrigan Maguire, vencedora do Nobel da Paz de 1976 e a cineasta brasileira Iara Lee.

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O comentarista político da BBC Jonathan Marcus disse que as mortes ameaçam tornar “o que seria inevitavelmente um desastre de relações públicas para Israel em uma calamidade total".

Militares israelenses estão em estado de alerta nas fronteiras com Gaza, a Síria e o Líbano, além de ao redor de Jerusalém, Cisjordânia e áreas árabes no norte de Israel.

Refugiada palestina protesta em Beirute contra ação israelense

Manifestações contra ação israelense ocorreram em vários países

Reações

Reações de condenação ao incidente ocorrem em todo o mundo. A Turquia, aliado israelense no Oriente Médio, convocou seu embaixador em Tel Aviv e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, chamou o ocorrido de “terrorismo de Estado”.

Acredita-se que a maior parte dos ativistas a bordo dos navios era turca.

Uma manifestação em frente ao consulado israelense em Istambul reuniu cerca de 10 mil pessoas.

Protestos ocorreram também em capitais do Oriente Médio, Londres, cidades na Grécia e no Paquistão.

A ministra das Relações Exteriores da União Europeia, Catherine Ashton, pediu às autoridades israelenses a abertura de um “inquérito pleno” sobre a ação e disse que o bloco reitera seu pedido para que as fronteiras de Gaza sejam abertas à entrada de ajuda humanitária, bens e pessoas.

Muitos dos ativistas a bordo dos barcos eram cidadãos europeus.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, lamentou as mortes e pediu pelo fim do bloqueio a Gaza.

A Grécia suspendeu exercícios militares conjuntos que faria com Israel. O país, Suécia, Espanha, Dinamarca e Egito convocaram os embaixadores israelenses para explicações.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, descreveu a ação como "um massacre" e declarou três dias de luto na Cisjordânia. Ismail Haniya, líder do governo liderado pelo Hamas em Gaza, classificou o ataque como “brutal” e pediu à ONU que intervenha.

O bloqueio israelense foi imposto a Gaza desde que o grupo Hamas assumiu o controle do território em 2007.

ATAQUE DE ISRAEL

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