EUA buscam ‘novas formas’ de ajudar a Faixa de Gaza

Joe Biden e Hosni Mubarak se reuniram no Egito
Image caption Biden e Mubarak discutiram o processo de paz na região

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta segunda-feira que o país está procurando "novas formas" de ajudar a Faixa de Gaza, que enfrenta um bloqueio imposto por Israel.

Biden fez a declaração depois de uma reunião de 90 minutos com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, no resort egípcio de Sharm El-Sheikh.

Biden afirmou que os Estados Unidos estão trabalhando com o Egito e outros parceiros em novas formas para "tratar dos aspectos humanitários, econômicos, de segurança e política da situação".

De acordo com a correspondente da BBC no Cairo Yolande Knell, a reunião ocorreu em meio a um clima de crescente tensão regional, depois dos ataques de Israel contra uma frota de barcos que levava centenas de ativistas pró-Palestina, que deixou nove ativistas mortos na semana passada.

Na madrugada desta segunda-feira, a Marinha israelense voltou a atacar. Desta vez, abriu fogo contra um barco palestino na costa de Gaza, matando cinco pessoas, de acordo com a rádio do Exército de Israel.

Leia mais na BBC Brasil: Israel mata cinco em ataque a barco palestino

Abertura

A visita de Biden ao Egito é parte de uma viagem à África que também passará pelo Quênia e pela África do Sul, onde o vice-presidente deve representar o país na abertura da Copa do Mundo.

Biden diz que discutiu com Mubarak os esforços de paz entre Israel e palestinos, os conflitos no Afeganistão e Iraque, a situação política no Sudão e o polêmico programa nuclear no Irã.

Depois do ataque israelense, o presidente egípcio ordenou que a passagem de Rafah, o único posto de fronteira de Gaza que não leva ao território israelense, permaneça aberta por tempo indeterminado para receber ajuda humanitária.

O embaixador americano em Israel, Michael Oren, afirmou que as mortes de ativistas no ataque devem ser investigadas com um inquérito conduzido por Israel.

Os Estados Unidos já afirmaram que a política israelense de bloqueio à Faixa de Gaza é insustentável e precisava ser mudada.

Por outro lado, o próprio Biden anteriormente já defendeu o que definiu como o direito absoluto de Israel de lidar com seus interesses no setor de segurança.

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