Situação na Faixa de Gaza é 'insustentável', diz Obama

Mahmoud Abbas e Barack Obama se reuniram em Washington
Image caption Obama diz ser importante esclarecer fatos sobre ataque de Israel a frota

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a situação na Faixa de Gaza é "insustentável" e prometeu um pacote de ajuda de US$ 400 milhões para os palestinos.

Obama fez a observações durante uma reunião, em Washington, com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

"Não apenas o estado atual das coisas, no que diz respeito à Gaza, é insustentável, mas o estado atual das coisas em relação ao Oriente Médio é insustentável", disse Obama.

"É hora de irmos em frente, avançar para uma solução (que compreenda a existência) de dois Estados", acrescentou.

A visita de Mahmoud Abbas a Washington já estava agendada antes dos ataques de Israel contra uma frota de barcos que levava centenas de ativistas pró-Palestina, que deixou nove ativistas mortos na semana passada.

Evitar o confronto

O presidente americano também disse que é importante esclarecer os fatos a respeito do ataque israelense contra a frota de barcos que levava ativistas e ajuda aos palestinos.

Obama pediu que o governo israelense pare com as construções de assentamentos judaicos na Cisjordânia e que os palestinos evitem qualquer ação que possam incitar confrontos.

"Os dois lados precisam criar um ambiente que possa conduzir ao verdadeiro progresso", disse Obama depois da reunião.

Israel afirma que sua política de bloqueio à Faixa de Gaza é necessária para impedir ataques de militantes do movimento Hamas, que governa o território.

De acordo com o correspondente da BBC no Oriente Médio Tim Franks, nesta quarta-feira Obama se transformou no último nome de uma longa lista de autoridades internacionais a descrever o bloqueio israelense a Gaza como "insustentável".

E o próximo grande momento no que diz respeito a este assunto, segundo Franks, deve ocorrer em uma reunião dos ministros do Exterior da União Europeia, em Bruxelas, na próxima segunda-feira.

O correspondente afirma que parece haver um sentimento compartilhado entre União Europeia, os americanos e a ONU, de que o encontro em Bruxelas é uma chance não apenas para melhorar a situação humanitária de Gaza, mas também para reconstruir a economia devastada do território.

Esta reconstrução implicaria na abertura da região não apenas para permitir a entrada de mais produtos, mas também para permitir mais exportações da Faixa de Gaza, disse Franks.

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