Bomba explode e mata um em prédio público da Grécia

Policiais em frente ao prédio do Ministério da Ordem Pública depois da explosão (Getty)
Image caption A explosão foi descrita por testemunhas como muito forte

Pelo menos uma pessoa morreu nesta quinta-feira após a explosão de uma bomba na sede do Ministério da Ordem Pública da Grécia, em Atenas.

A explosão matou Giorgios Vassilakis, um assistente do titular da pasta, Michalis Chryssohoidis. Ele abriu um pacote onde estava a bomba em uma sala a poucos metros do gabinete do ministro.

O correspondente da BBC em Atenas Malcolm Brabant afirmou que a explosão foi tão forte que alguns no prédio pensaram que o local tinha sido atingido por um terremoto.

Chryssohoidis prometeu levar à Justiça o que ele chamou de assassinos covardes. O ministro confirmou a morte de seu assistente, a quem descreveu como um amigo querido e colega valoroso.

"Não podemos nos assustar e não vamos ser dominados pelo terror", afirmou. "Estes assassinos covardes serão levados à Justiça."

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, afirmou que a explosão foi "um ataque terrorista".

Até o momento nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela explosão.

Pacote para o ministro

O ministro Chryssohoidis informou que o pacote onde estava a bomba tinha sido enviado à ele, mas foi aberto por seu assistente, Vassilakis.

Vassilakis tinha 50 anos e era pai de dois filhos.

De acordo com Brabant, um especialista em terrorismo da Grécia, Athanasios Drougas, disse à BBC que a explosão desta quinta-feira provavelmente foi um trabalho do grupo Luta Revolucionária, um dos mais ativos grupos de guerrilha do país.

Nos últimos meses a polícia fez grandes progressos contra este grupo e outra organização militante, chamada Conspiração de Fogo.

Segundo Drougas, o grupo Luta Revolucionária estaria tentando enviar uma mensagem com esta explosão, de que eles não foram derrotados e ainda são capazes de atingir um dos centros do governo grego.

Mas, de acordo com o especialista, a segurança no prédio do Ministério - onde também funciona o Serviço Secreto Nacional - era falha.