Paquistão condena cinco americanos por planejar ataques

Acusados deixam posto policial após julgamento nesta quinta-feira (Reuters)
Image caption Acusados negam acusações e devem recorrer da sentença

Um tribunal do Paquistão condenou cinco jovens americanos a dez anos de prisão nesta quinta-feira por supostamente terem ligações com extremistas e planejarem atentados no país.

Os cinco americanos, que têm entre 18 e 25 anos de idade, também foram acusados de financiar grupos jihadistas.

Eles haviam sido presos no último mês de dezembro na cidade de Sargodha, no nordeste do Paquistão.

Os cinco acusados foram identificados como Ramy Zamzam, de ascendência egípcia; Waqar Khan e Umar Farooq, de ascendência paquistanesa; além de Aman Hassan Yemer e Ahmed Minni, que têm ascendência etíope.

Nenhum dos condenados era conhecido pelas agências de segurança americanas até antes de desaparecerem da cidade de Alexandria, no Estado da Virgínia, onde moravam.

Após o desaparecimento dos cinco homens, em novembro, suas famílias encontraram um vídeo de despedida com cenas de guerra e apelos pela defesa dos muçulmanos, o que as levou a entrar em contato com as autoridades americanas.

Pouco depois, os familiares descobriram que os jovens estavam hospedados na casa do parente de um deles em Sargodha e forneceram a localização dos acusados ao FBI, a polícia federal americana.

Acusações

De acordo com a promotoria, os jovens pretendiam viajar ao Afeganistão para se juntar ao Talebã. Eles também teriam entrado em contato com um membro da rede extremista Al-Qaeda usando a internet.

Ainda segundo a acusação, quando foram presos, os homens tinham mapas em sua posse, o que poderia sugerir que eles estavam planejando ataques.

Os acusados, no entanto, negam qualquer vínculo com a Al-Qaeda e afirmam que desejavam ir para o Afeganistão para fazer trabalhos de caridade.

Os réus ainda acusaram o FBI e os investigadores paquistaneses de torturá-los, o que as autoridades negam.

A defesa dos acusados prometeu recorrer da decisão. Já a promotoria afirmou que pedirá sentenças mais longas para os réus.

Segundo Syed Shoaib Hasan, repórter da BBC em Karachi, muitas condenações parecidas já foram revertidas por cortes superiores no Paquistão.

Hasan disse que novas audiências podem continuar por anos, e o caso dos cinco americanos ainda está longe de terminar.

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