Cuba aceitou libertar 52 dissidentes, diz cardeal

Guillermo Fariñas
Image caption Casos como o de Fariñas tiveram grande repercussão internacional

O governo cubano concordou em soltar 52 prisioneiros políticos, que deverão ir para o exílio na Espanha, revelou nesta quarta-feira o líder da Igreja Católica no país.

O cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, disse que cinco presos seriam liberados ainda nesta quarta-feira e outros 47 nos próximos meses.

O grupo de cinco prisioneiros vai poder "partir rapidamente para a Espanha, acompanhados de seus parentes".

Se confirmada será a maior liberação em massa de dissidentes cubanos em décadas.

Greve de fome

Cuba costuma negar que os detidos seja prisioneiros políticos, afirmando que são mercenários trabalhando para os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, em visita a Cuba, também ajudou a mediar as negociações.

Cuba vem enfrentando grande pressão internacional desde que um prisioneiro em greve de fome morreu em fevereiro.

Um segundo prisioneiro, Guillermo Fariñas, que vem recusando comida desde fevereiro para pressionar pela libertação de prisioneiros políticos, está em estado crítico de saúde, segundo a imprensa local.

Em uma entrevista publicada pelo jornal oficial cubano Granma, o médico que cuida de Fariñas, Armando Caballero, disse que o paciente ganhou peso nas duas últimas semanas graças à alimentação intravenosa.

Mas Fariñas teria formado um coágulo sanguíneo no pescoço que pode interromper o fluxo de sangue ao coração, além de ter contraído uma infecção.

Caballero disse que Fariñas não será alimentado à força, porque isso contraria a ética médica.

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