Adolescente britânico pega prisão perpétua por incendiar casa e matar ex-namorada

Akmol Miah (arquivo)
Image caption Miah usava foto da casa queimada como descanso de tela no celular

Um adolescente britânico que se vingou pelo fim de um relacionamento incendiando a casa de sua ex-namorada em Londres, causando a morte dela e de sua irmã, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira.

Akmol Miah, de 15 anos, foi considerado culpado pelo assassinato da ex-namorada, Maleha, de 15 anos, e de sua irmã Nabiha Masud, 21 anos. As duas morreram em um incêndio causado por ele na casa delas em Tooting, sul de Londres, em junho de 2009.

A mãe das duas irmãs, Rubina Masud, e dois irmãos das garotas também ficaram feridos no incêndio.

Miah, que estava com 14 anos na época do crime, tinha ameaçado Maleha caso ela não continuasse com o namoro, afirmando que iria fazer algo contra ela e sua família.

Durante o julgamento, foi relatado que, um dia antes de incendiar a casa da ex-namorada, Miah tinha feito uma busca sobre "como queimar a casa de alguém" no site Google.

O adolescente também usou como descanso de tela em seu celular a foto da casa da ex-namorada queimada.

Pena

Akmol Miah terá que cumprir pena mínima de 23 anos antes de poder solicitar liberdade condicional.

Miah também envolveu seu primo, o garçom Shihabouddin Choudhury, de 21 anos, para ajudar a iniciar o incêndio na casa da família Masud.

Choudhury também foi condenado pela mesma acusação e condenado à prisão perpétua. Ele deverá cumprir pelo menos 21 anos de prisão.

Testemunhas

Image caption As irmãs Nabiha (esq.) e Maleha morreram no incêndio em Tooting

O juiz Christopher Moss afirmou que Miah e seu primo permaneceram no local depois do incêndio, "sem dúvida para testemunhar os resultados de suas ações horríveis".

"Estou frente a um menino que, aos 14 anos, planejou e executou um ataque assassino e que ainda está em negação", afirmou o juiz, que acrescentou que os dois poderiam "ter conseguido matar toda a família".

O promotor do caso, Jonathan Laidlaw, afirmou que o relacionamento entre Maleha Masud e Miah não era sério.

"A razão de ele ter chegado à decisão extraordinária de queimar a casa delas é realmente impossível de entender. Obviamente não era a reação de um adolescente normal de 14 anos", afirmou.

Em uma declaração, a mãe de Maleha, Rubina Masud, afirmou que "não há palavras que expressem o luto debilitante, a dor e agonia que estou passando".

"O que causou este ódio para que os responsáveis por isso fizessem um ataque tão danoso, cruel, a sangue frio e maldoso?", acrescentou Masud.

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