Betancourt pede indenização de US$ 6,5 milhões a governo colombiano

Ingrid Betancourt durante cerimônia em Bogotá (foto: Reuters)
Image caption Ingrid Betancourt busca indenização de US$ 6,5 milhões

Ingrid Betancourt, a ex-candidata à Presidência da Colômbia que passou seis anos em poder de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), busca agora uma indenização de US$ 6,5 milhões (mais de R$ 11 milhões) do Estado colombiano por perdas morais e financeiras causadas por seu sequestro.

A solicitação foi feita em 30 de junho em um pedido de acordo extrajudicial, negado pelo Ministério da Defesa da Colômbia. Agora, é provável que Betancourt recorra à Justiça, em um processo que pode durar anos.

A ex-refém alega que o Estado falhou na obrigação constitucional de lhe garantir segurança no território nacional. Também afirma que, junto com a candidata à vice-presidente, Clara Rojas, recebeu sinal verde para que seguisse rumo à região onde foram sequestradas.

O governo, porém, argumenta que advertiu a dupla para que evitasse o local, com grande presença de guerrilheiros.

"Como é de conhecimento público, a doutora Ingrid Betancourt não atendeu às insistentes recomendações da força pública e outras autoridades para que não prosseguisse em sua intenção de viajar ao município de San Vicente del Caguán, onde participaria de um ato de sua campanha eleitoral", afirmou, em comunicado, o Ministério da Defesa.

O comunicado também expressa "surpresa e tristeza" com o pedido de indenização.

Outro pedido

Pelo menos um outro refém das Farc, o ex-governador Alan Jara, estuda a possibilidade de pedir indenização por seu sequestro, conforme apurou a BBC Mundo.

Jara, Betancourt, Clara Rojas e o ex-ministro Fernando Araújo não receberam salários durante o período do sequestro, diferentemente do que ocorreu com outras dezenas de reféns em poder das Farc, remunerados durante o cativeiro.

Betancourt, sequestrada em fevereiro de 2002, transformou-se em símbolo dos reféns em poder das Farc.

Ela foi resgatada por forças do exército em julho de 2008. Logo depois, mudou-se para França, onde deve lançar um livro sobre seu sequestro.

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