Paquistão

Mortos em cheias no Paquistão já chegam a mil

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Já chega a mil o número de mortos nas enchentes que castigam o noroeste do Paquistão, de acordo com estatísticas oficiais divulgadas neste domingo. As cheias afetam um milhão de pessoas, de acordo com a ONU.

As inundações são causadas pelas chamadas chuvas de monções, que levaram diversos rios no país e no vizinho Afeganistão a transbordar. Como muitas partes do país ainda estão sem acesso, o governo teme que as estatísticas piorem à medida que forem surgindo novas informações.

Cerca de 30 mil soldados fazem os trabalhos de resgate e socorreram no sábado à noite 19 mil pessoas nas áreas mais atingidas. Estima-se que 27 ainda estejam ilhadas. Foram mobilizados 43 helicópteros e mais de cem barcos.

A principal rodovia que corre no sentido norte-sul reabriu parcialmente, aumentando a esperança de abrir vias de acesso. Entretanto, a previsão meteorológica é de mais chuva para a área.

'Grande lago'

As cheias já são as piores registradas na região. Vilarejos inteiros, estradas e pontes foram destruídos.

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Mesmo a maior cidade da região, Peshawar, com mais de três milhões de habitantes, está incomunicável.

Soldados resgatam vítimas de enchentes

Governo diz que recursos estão sendo utilizados ao máximo

A precipitação de chuva chegou a 312 mm, a maior quantidade em décadas. O governo do Paquistão declarou estado de emergência.

A repórter da BBC Lyse Doucet, que percorre áreas atingidas pelas cheia, disse que partes do país se transformaram em um "grande lago".

Segundo ela, meio milhão de pessoas estão buscando refúgio em ilhas formadas pelas áreas mais altas. Outras buscam abrigo dentro de mesquitas e escolas.

Muitas vítimas se queixam de que não têm recebido ajuda oficial nem de agências de resgate. O governo diz que seus recursos estão sendo utilizados ao máximo.

As chuvas também atingiram o vizinho Afeganistão, onde o Exército afirmou ter resgatado 5 mil pessoas nos últimos dias, usando helicópteros, veículos e escavadeiras.

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