Agências de emprego do governo britânico banem anúncios da indústria do sexo

Image caption Agências do governo divulgavam vagas da indústria do sexo desde 2003

As agências de emprego mantidas pelo governo britânico estão proibidas a partir desta segunda-feira de anunciar vagas para a indústria do sexo.

Empregadores em busca de profissionais como dançarinas para strip-tease terão de buscar mão-de-obra em outros locais, como agências privadas.

Segundo o ministro do emprego do Reino Unido, Chris Grayling, a medida tem como objetivo evitar que, em tempos de situação econômica difícil, as pessoas se sintam pressionadas a aceitar empregos em que podem ser tornar alvo de exploração.

"Eu não quero que nenhuma mulher, ao olhar a lista de empregos disponíveis nas agências de emprego, sinta que tenha de se candidatar a uma dessas vagas. Por isso, é melhor que nem sejam anunciadas ali", afirmou ele.

Segundo Grayling, a medida também é resposta a uma pesquisa de opinião que apontou "significativa inquietação pública" quanto ao anúncio de vagas para a indústria do sexo.

Histórico

Os dados mais recentes, de 2008 revelam que, naquele ano, as agências públicas de emprego ofereceram 350 vagas que serão afetadas pela proibição britânica. Foi registrada procura, por exemplo, por garçonetes que teriam que servir mesas com os seios à mostra, faxineiras que teriam que trabalhar nuas e entregadores de "beijogramas" - encarregados de levar, juntamente com um beijo, mensagens enviadas por seus clientes.

Os anúncios da indústria do sexo eram permitidos em agência públicas de emprego desde 2003, quando a rede de lojas de lingerie Ann Summers ganhou na justiça o direito de divulgar vagas para suas butiques.

A nova proibição, porém, não bane totalmente a indústria do sexo das agências de emprego. Uma casa de strip-tease pode, por exemplo, divulgar vagas para a contratação de faxineiras.

Só ficam proibidos os anúncios que podem levar a "exploração" do trabalhador, diz Grayling.

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