Obama sinaliza novas medidas de estímulo à economia dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, caminha na Casa Branca pouco antes de coletiva nesta segunda-feira (AP, 30 de agosto)
Image caption Obama criticou republicanos por bloquearem projeto no Senado

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que seu governo está estudando novas medidas para estimular a economia americana, que ainda não se recuperou totalmente dos efeitos da crise financeira internacional.

Em uma coletiva de imprensa nos jardins da Casa Branca, Obama afirmou que entre as novas medidas devem estar a extensão dos cortes de impostos para a classe média e empresas, a duplicação dos investimentos em energia limpa, além de reformas de infraestrutura.

“Minha equipe econômica está trabalhando duro para identificar medidas adicionais que podem fazer a diferença tanto em estimular o crescimento e as contratações no curto prazo, quanto em aumentar a competitividade de nossa economia no longo prazo. (...) Eu devo anunciar estas propostas mais detalhadamente nos próximos dias ou semanas”, disse.

Segundo o presidente americano, a economia dos Estados Unidos ainda sofre com os efeitos da crise, com empresas passando por dificuldades e pessoas ainda procurando empregos.

“O que sabemos é que levou quase uma década para cavar o buraco em que estamos, e vai levar mais tempo do que gostaríamos para conseguirmos sair”.

Leia também na BBC Brasil: EUA revisam PIB para baixo e Fed cogita mais estímulo

Pressão

Durante a entrevista, Obama também criticou a oposição republicana no Senado por bloquear um projeto de lei com medidas de estímulo a pequenas empresas.

Segundo Obama, o projeto de lei irá diminuir os impostos sobre os pequenos negócios, além de facilitar a obtenção de crédito.

“Infelizmente, (o projeto) está no Senado há quatro meses, bloqueado por uma minoria partidária que não quer deixar nem mesmo que ele vá a voto. Isto não faz sentido”, disse.

O presidente ainda afirmou que o projeto “se paga por si mesmo” e que não vai aumentar o deficit do país.

A pressão de Obama na oposição republicana se dá três meses antes das eleições legislativas de novembro, quando metade das cadeiras do Senado americano estará em disputa.

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