Justiça sueca reabre investigação de estupro contra fundador do Wikileaks

Julian Assange
Image caption Assange diz que acusações são campanha para sujar seu nome

A Promotoria da Suécia determinou nesta quarta-feira a reabertura de uma investigação sobre uma acusação de estupro contra o fundador do site Wikileaks, Julian Assange.

Marianne Ny, diretora da Promotoria, disse que há “razões para acreditar que um crime foi cometido” e que o crime pode ser classificado como estupro.

Em julho, o site Wikileaks ganhou repercussão internacional ao publicar mais de 75 mil documentos militares secretos dos Estados Unidos sobre a guerra no Afeganistão.

O australiano Assange, de 39 anos, afirmou que as acusações contra ele seriam parte de uma campanha para sujar sua imagem, orquestrada por críticos do trabalho de seu site.

Ele nega ter cometido qualquer crime e diz que as acusações “não têm fundamento”.

Apelo

No final do mês passado, os promotores suecos haviam cancelado um pedido de prisão contra Assange pelas acusações de estupro e assédio sexual, dizendo que ele não era mais suspeito de ter cometido qualquer crime.

A decisão de reabrir o caso foi tomada após um apelo de uma mulher sueca que acusou Assange de estuprá-la.

Em um comunicado sobre sua decisão de rever o caso, Ny disse que “mais investigações são necessárias para que uma decisão final possa ser tomada”.

O comunicado diz que Ny chefiará as novas investigações.

Quando as primeiras acusações de estupro foram divulgadas, Assange havia dito que o fato de elas aparecerem em um momento em que o Wikileaks havia sido criticado por vazar documentos sobre a guerra do Afeganistão era “altamente perturbador”.

As autoridades dos Estados Unidos criticaram o vazamento dos documentos, dizendo que ele poderia colocar em risco as vidas dos soldados da coalizão e de afegãos, principalmente de informantes.

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