Exército colombiano diz ter matado 22 rebeldes das Farc

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos (AP/Arquivo)
Image caption Santos voltou a reiterar estratégia de ofensiva contra a guerrilha

As autoridades colombianas anunciaram neste domingo que pelo menos 22 guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foram mortos durante um bombardeio do Exército a um acampamento do grupo no Departamento (Estado) de Putumayo, perto da fronteira com o Equador.

"Demos um golpe muito forte na frente 48 das Farc e até o momento 22 foram mortos", afirmou o ministro da Defesa da Colômbia, Rodrigo Rivera, ao informar o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, sobre os resultados da operação militar.

Rivera disse que a ofensiva contra a guerrilha "ainda continua" e que está sendo realizada em todo o país. O ataque ocorreu na mesma zona onde há duas semanas oito policiais foram mortos em confrontos com guerrilheiros

As autoridades colombianas agradeceram a "cooperação" do governo do Equador na proteção da fronteira equatoriana, o que teria impedido que os rebeldes escapassem para o país vizinho.

Segundo Rivera, o Equador ofereceu "toda a colaboração" para proteger a fronteira e para que o "objetivo fosse alcançado".

Equador

O ministro da Defesa do Equador, Miguel Carvajal, no entanto, negou que seu país tenha colaborado com a operação colombiana.

"Nós não participamos de nenhuma operação. Nós mantemos nossa presença em nosso território e não temos atividades combinadas (com a Colômbia)", afirmou Carvajal, em Quito.

As relações entre os dois países estão estremecidas desde um ataque da Colômbia a um acampamento guerrilheiro em território equatoriano em 2008, quando foi morto Raúl Reyes, considerado o número dois na escala de comando das Farc.

O ataque levou o governo do Equador a romper relações diplomáticas com a Colômbia. Atualmente, os dois governos negociam mecanismos para reatar relações políticas.

Ofensiva

Neste domingo, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, parabenizou as Forças Armadas do país pela ação militar e voltou a reiterar sua estratégia de ofensiva contra as guerrilhas.

"Isso demonstra ao país, principalmente aos bandidos, que a força pública não está baixando a guarda, ao contrário, (está) respondendo com contundência à intenção deles de prejudicar", afirmou Santos.

"(Querem) aparecer como leões, quando sabemos que são ratos que usam o terrorismo para fazer barulho", disse.

O novo golpe à estrutura das Farc ocorre depois de o novo governo colombiano anunciar o incremento da ofensiva contra as guerrilhas, em resposta aos últimos ataques que resultaram na morte de ao menos 40 efetivos militares e policiais nas últimas duas semanas em diferentes regiões do país.

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