Colômbia diz ter matado chefe militar das Farc

Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy
Image caption Autoridades ofereciam o equivalente a R$ 950 mil pela captura de Jojoy

Autoridades colombianas disseram nesta quinta-feira que o chefe militar das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, foi morto em um bombardeio no departamento (Estado) de Meta, centro do país.

Atrás apenas de Alfonso Cano, Briceño seria o segundo na linha de comando das Farc, o maior grupo guerrilheiro da Colômbia.

Em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que o bombardeio foi uma resposta a ataques recentes da guerrilha, que deixaram pelo menos 40 militares e policiais mortos nos últimos dias.

"É o golpe mais importante contra as Farc em toda a sua história, inclusive mais importante do que Raúl Reyes (ex-número 2 do grupo, morto num ataque em 2008), porque (Briceño) é o símbolo do terror que tanto mal fez ao nosso país.”

Cachorrinha

Segundo o presidente colombiano, pelo menos outros 20 guerrilheiros foram mortos na operação, que contou com 30 aviões e 27 helicópteros. Cinco militares teriam se ferido.

"De nossa parte, a única morte foi da cachorrinha (farejadora) antiexplosivos", disse em Bogotá o ministro de Defesa, Rodrigo Rivera. Ele afirmou que o esconderijo de Briceño era semelhante a um bunker de concreto, no meio da selva.

Rivera pediu a Cano e aos líderes do Exército de Libertação Nacional, outro grupo guerrilheiro colombiano, que abandonem a luta armada.

"Uma mensagem para Alfonso Cano: entregue-se, garantiremos sua vida, um tratamento digno, justo, sob ordem jurídica”, disse.

Ação planejada

O líder colombiano disse que a operação militar contra Briceño vinha sendo planejada há alguns meses.

O bombardeio ocorreu um dia após a guerrilha voltar a afirmar que estava disposta a estabelecer um diálogo com o governo para negociar uma saída pacífica para o conflito.

Em resposta, Santos disse que o grupo guerrilheiro deveria primeiro deixar de "praticar terrorismo".

O presidente afirmou que seu governo continuaria a ofensiva contra as Farc e que buscaria todos os guerrilheiros. “Não podemos ser triunfalistas, porque ainda falta muito caminho por percorrer.”

De acordo com a imprensa colombiana, informações reveladas por guerrilheiros desertores foram usadas para lançar a ofensiva.

O governo da Colômbia havia oferecido uma recompensa de 1 bilhão de pesos colombianos (o equivalente a R$ 950 mil) por informações que levassem à captura de Mono Jojoy.

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