Meio Ambiente

Lama tóxica da Hungria chega ao Rio Danúbio

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A lama tóxica que vazou após um acidente industrial na Hungria chegou nesta quinta-feira ao rio Danúbio, o segundo mais longo da Europa, segundo representantes do governo húngaro.

Há relatos de que peixes mortos já foram encontrados no Danúbio, embora a Academia de Ciências da Hungria tenha dito que o nível de poluição não representa um risco ao rio.

Apesar disso, países vizinhos da Hungria como Croácia, Sérvia e Romênia traçaram planos de emergência, temendo o impacto ambiental do vazamento.

O premiê húngaro, Viktor Orbán, chamou o vazamento de "tragédia ecológica" e disse que algumas áreas precisarão ser abandonadas.

"A Hungria é forte o suficiente para lidar com os efeitos de uma catástrofe como essa, mas estamos abertos a sugestões de especialistas para lidar com a poluição", disse ele durante visita às áreas mais afetadas.

O incidente

Viktor Orban/AP

O premiê húngaro disse que muitas terras terão que ser abandonadas

O encarregado das operações de emergência, Tibor Dobson, disse que toda a vida no Marcal, um afluente do Danúbio, foi "extinta".

O vazamento ocorrido na segunda-feira em um reservatório que abrigava os resíduos de uma usina química matou quatro pessoas, deixou mais de cem feridos e causou inúmeros prejuízos em vilas e povoados, além de danos à terras aráveis da região.

Acredita-se que as vítimas tenham morrido afogadas já que o veloz fluxo da lama chegou a ter mais de 2 metros de profundidade em alguns lugares. Muitos dos feridos sofreram queimaduras.

A lama é uma mistura de água com resíduos químicos da fábrica como óxido de alumínio e dióxido de silício, ambas substâncias que poderiam causar câncer.

Um porta-voz do Greenpeace classificou o vazamento como "um dos três piores desastres ambientais europeus dos últimos 20 ou 30 anos".

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