França

Protestos se ampliam, mas Sarkozy diz que não desistirá da reforma da Previdência

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta segunda-feira que não abrirá mão da reforma da Previdência, mesmo com a escalada dos protestos e com a ameaça de falta de combustível em todo o país.

“Essa reforma é essencial e a França irá implementá-la”, disse Sarkozy. “Mas é perfeitamente normal que haja preocupação e oposição em relação a ela.”

Mais de 2.500 postos de gasolina estão fechados, segundo o jornal francês Le Figaro.

A situação é tão preocupante que o governo já começou a retirar combustível de suas reservas.

Segundo o correspondente da BBC Gavin Hewitt, o temor da falta de combustível fez com que os franceses corressem para os postos que ainda funcionavam. Longas filas de carros se formaram diante deles.

O cenário mais grave é na região da Normandia, no noroeste do país, onde dois grandes depósitos de petróleo foram bloqueados pelos grevistas.

Os grevistas e manifestantes convocaram para esta terça-feira greve geral e protestos em massa em todo o território francês. Eles querem forçar o governo a recuar no projeto de reforma da Previdência, que deve ir a votação no Senado ainda nesta semana.

Um dos pontos mais polêmicos da proposta aumenta a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos.

No início do dia, Sarkozy anunciou a formação um gabinete de crise com ministros para adotar medidas de emergência.

Mais violência

A mídia francesa teme que as manifestações nesta terça-feira fiquem ainda mais violentas.

Em Paris e em seus subúrbios, estudantes entraram em choque com a política e incendiaram dezenas de carros. Também houve confronto em Lyon.

Centenas de manifestantes foram presos em toda a França.

No sul do país, em Marselha, o lixo se acumulava nas ruas, já que os lixeiros decidiram manter a greve, que já dura seis dias.

A autoridade de aviação civil francesa determinou o cancelamento de praticamente um terço dos voos, devido à falta de abastecimento.

Já os motoristas e caminhoneiros realizaram uma operação-tartaruga que causou 192 km de congestionamento na capital francesa.

No setor ferroviário, a maioria das linhas de trem no país opera com apenas 50% de sua capacidade. Não há garantias de circulação para nenhuma delas.

Os sindicatos de ferroviários informaram que seguirão, a partir de terça-feira, uma greve iniciada na Bélgica, que já interrompeu nesta segunda-feira a ligação pelo Eurotúnel entre Londres e Bruxelas.

Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Le Parisien, 52% dos franceses se dizem favoráveis a uma nova onda de greve no país. O número chega a 72% quando perguntados se têm simpatia pelo movimento.

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