Tufão que matou pelo menos dez nas Filipinas segue para a China

Destruição na província de Isabella, Filipinas
Image caption Megi causou pelo menos dez mortes nas Filipinas

Um tufão com fortes chuvas e ventos de 250 km/h segue para a China nesta terça-feira, depois de causar a morte de pelo menos dez pessoas durante sua passagem pelas Filipinas.

O tufão Megi deixou a principal ilha filipina, Luzon, e está indo em direção da costa sul chinesa.

Na Ilha de Hainan, no sul da China, a chuva já levou mais de cem mil pessoas a abandonar suas casas durante o final de semana.

O Megi também poderá atingir o Vietnã, que já estava sofrendo com as enchentes que já mataram pelo menos 31 pessoas e deixaram outras 23 desaparecidas.

O tufão foi o mais forte a atingir as Filipinas nos últimos quatro anos e castigou especialmente a costa leste do norte da ilha de Luzon na segunda-feira.

Ele causou muitos danos, arrancando telhados de casas e cortando o fornecimento de energia elétrica.

Lavoura de arroz

Além dos danos à infraestrutura, as autoridades filipinas também relataram vários danos causados pelo tufão às lavouras de arroz do pais.

O Departamento de Agricultura das Filipinas estima que pelo menos 10% da colheita do vale Cagayan, área responsável pela segunda maior colheita de arroz no país, foi danificada.

Na cidade de Maconacon, na região leste da ilha de Luzon, uma onda causada pelo Megi matou três pessoas, de acordo com Faustino Dy, o governador da província local.

"As ondas em Maconacon eram grandes como as casas e varreram a praça da cidade, que é virada para o Oceano Pacífico", afirmou.

Outras quatro pessoas foram mortas na segunda-feira na província de Pangasinan, ao norte da capital, Manila.

Apesar da destruição e das mortes, o presidente filipino, Benigno Aquino, afirmou que o planejamento antes da passagem do tufão fez com que o país escapasse relativamente com poucos danos.

"Os danos e perda de vidas poderiam ser muito maior se não tivéssemos nos preparado para a tempestade", disse.

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