Fifa suspende acusados de vender votos para escolher sede da Copa

Os punidos estão proibidos de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol.
Image caption Adamu (esq.) e Temarii foram alvos de denúncias de jornal britânico

A Fifa decidiu nesta terça-feira suspender dois integrantes de seu Comitê Executivo que são acusados de vender votos na eleição para os países-sede das Copas do Mundo de 2018 e 2022.

O nigeriano Amos Adamu e o taitiano Reynald Temarii foram filmados em segredo enquanto supostamente pediam dinheiro em troca de seus votos. Ambos negam as acusações.

O presidente do Comitê de Ética da Fifa, Claudio Sulser, afirmou que as suspensões são imediatas e deverão durar enquanto a investigação do caso continuar.

As denúncias contra os dirigentes foram feitas pelo jornal britânico The Sunday Times.

Segundo o jornal, um de seus repórteres procurou o nigeriano dizendo ser lobista de um consórcio de companhias americanas que queriam levar o torneio para os Estados Unidos.

Adamu, que é presidente da União de Futebol do Oeste da África, teria pedido US$ 800 mil (cerca de 1,3 milhão de reais) para apoiar a candidatura americana. O procedimento é contra as regras da Fifa.

Segundo o Sunday Times, Temarii, que é presidente da Confederação de Futebol da Oceania, também teria pedido dinheiro em troca do seu voto.

Mais quatro suspensões

Além de Adamu e Temarii, outros quatro dirigentes da Fifa - Slim Aloulou (Tunísia), Amadou Diakite (Mali), Ahongalu Fusimalohi (Tonga) e Ismael Bhamjee (Botswana) –, todos ex-membros do Comitê Executivo, também foram suspensos devido a suspeitas referentes à votação dos países-sede.

Todos as pessoas punidas estão proibidas pela Fifa de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol, seja esportiva, administrativa ou de outra natureza.

"Acreditamos que é crucial proteger a integridade do processo de escolha para as Copas de 2018 e 2022. Estamos determinados a ter tolerância zero com qualquer falha no Código de Ética (da Fifa)", disse Sulser.

O Comitê de Ética da Fifa se reunirá novamente em meados de novembro para tomar uma decisão final sobre o assunto.

A escolha do país-sede da Copa do Mundo de 2018 será entre países europeus, depois que os Estados Unidos retiraram sua candidatura. A Austrália retirou sua proposta em junho.

Agora, a Inglaterra disputa com a Rússia e com as candidaturas conjuntas de Bélgica-Holanda, e Espanha-Portugal.

A decisão, por voto secreto, será anunciada no dia 2 de dezembro.

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