IOF maior não freia fluxo de dólares em outubro

Mesmo com as recentes medidas adotadas pelo governo brasileiro com o objetivo de reduzir o fluxo de moeda americana ao país, os dólares continuaram entrando no Brasil de forma expressiva no mês de outubro.

Dados do Banco Central até o dia 21 deste mês mostram um saldo de US$ 3,8 bilhões no canal financeiro, que contabiliza as operações com renda fixa, em bolsa e em investimentos diretos.

O montante é o segundo maior registrado este ano, atrás apenas do mês de setembro, quando U$ 13,7 bilhões entraram no país, principalmente em busca dos novos papéis da Petrobras.

A entrada da moeda americana no país faz a cotação do dólar cair frente ao real, o que prejudica a exportação de produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que favorece as importações.

O assunto vem preocupando o governo brasileiro, que no último mês já elevou duas vezes o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O tributo sobre as aplicações estrangeiras em renda fixa subiu de 2% para 6%.

Segundo o Banco Central, o Brasil continua atraindo dólares para a Bolsa de Valores e em investimentos diretos, que não pagam IOF.

O governo vem cobrando uma ação coordenada entre as principais economias que evite a valorização "exagerada" de algumas moedas, como no caso do real.