Morales vê vitória da democracia no Brasil; Argentina deseja sucesso

Dilma Rousseff foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil
Image caption Para Morales, eleição da petista é uma vitória da democracia

Os governos da Argentina e da Bolívia felicitaram neste domingo a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, pouco depois da confirmação oficial do resultado do segundo turno.

"É a vitória da democracia na América Latina e a confirmação da opção pelas mudanças", disse o presidente boliviano, Evo Morales, em La Paz, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI).

O governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, emitiu comunicado em que felicita Dilma pelo resultado das urnas. No texto, o governo deseja "o maior sucesso na sua gestão" e expressa "a indeclinável vontade de continuar trabalhando" com o Brasil para aprofundar as relações bilaterais.

O documento, assinado pelo Ministério das Relações Exteriores, diz ainda que a eleição de Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil, significa a continuidade das políticas do Mercosul e da Unasul.

No comunicado, o governo argentino felicita o governo e os brasileiros pela realização "exemplar" da votação e ressalta o "compromisso cívico do povo brasileiro na consolidação da democracia na região".

De acordo com o site Infobae, a presidente argentina telefonou para parabenizar Dilma. "Bem-vinda ao clube de companheiras de gênero", teria dito Cristina.

A líder argentina também teria destacado a importância da "continuidade" das políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cristina retornou a Buenos Aires neste domingo, após passar o sábado na província de Santa Cruz, no sul do país, onde foi realizado na última sexta-feira o enterro do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.

Relação Brasil-Argentina

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman, ligou para o colega brasileiro Celso Amorim e para o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, para felicitá-los pela eleição de Dilma.

Timerman disse que a relação bilateral continuará sendo a "coluna vertebral da integração regional" dentro do Mercosul e da Unasul. Amorim declarou à agência oficial de noticias Telam que a relação entre Brasil e Argentina é uma "prioridade absoluta".

Ouvido pela BBC Brasil, o senador governista Luis Gallo, da Frente Ampla, afirmou que temia pela eleição do candidato José Serra (PSDB) por suas declarações que sinalizariam um novo rumo nas relações entre o Brasil e outros países da América do Sul.

"Acho que Dilma Rousseff representa a continuidade do governo do presidente Lula e mais integração regional", disse Gallo. "Estamos aqui muito contentes. Temos afinidade com o PT e com as políticas do governo Lula. Serra poderia ser um retrocesso na integração."

Em entrevistas concedidas antes do segundo turno, o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, também sinalizou sua simpatia por Dilma, ao afirmar que ela seria a "continuidade de um modelo que deu certo para os brasileiros e para a região".

Imprensa

As emissoras de televisão argentinas TN (Todo Noticias) e C5N transmitiram os discursos de Dilma e Serra ao vivo. Pouco antes, as redes haviam interrompido suas programações para destacar a eleição da petista.

A noticia também repercutiu em tempo real nas rádios Cooperativa, do Chile, Erbol, da Bolívia, e Expectador, do Uruguai.

Já os sites dos jornais La Nación e Clarín, da Argentina, ABCColor e Ultima Hora, do Paraguai, El Pais, do Uruguai, e El Mercúrio e La Tercera, do Chile, destacaram que Dilma é a primeira mulher eleita para a Presidência do Brasil.

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