Após resgate de mineiros, Piñera bate recorde de popularidade

Sebastián Piñera
Image caption Piñera com o bilhete dos mineiros, momento em que sua popularidade começou a crescer

A aprovação do presidente do Chile, Sebastián Piñera, bateu recorde em outubro, após o resgate dos 33 mineiros, segundo pesquisa do instituto Adimark GFK divulgada nesta terça-feira.

Seu índice de apoio chegou a 63%, um aumento de dez pontos porcentuais em relação ao levantamento realizado no mês anterior.

Já o índice de rejeição ao presidente passou de 32%, em setembro, para 26% em outubro.

No balanço do instituto, ficou claro que o resgate dos trabalhadores da mina San José, ocorrido em 13 outubro, foi decisivo para esse resultado.

“A alta observada em outubro está fortemente ligada ao resgate dos 33 mineiros, fato que ocupou o noticiário nacional e internacional”, afirmou a análise.

Essa foi a primeira vez, em oito meses de gestão, que Piñera superou a marca dos 50% de aprovação.

Em março, quando assumiu a cadeira presidencial no Palácio La Moneda, ele tinha 52% de aprovação e 18% de reprovação.

Em julho, seu apoio despencou para 46% e a rejeição disparou para 40%. Foi só no mês seguinte, quando surgiu o primeiro contato com os mineiros, que a aprovação ao presidente voltou a se recuperar.

Apoio popular

O ministro de Mineração, Laurence Golborne, também ganhou pontos em sua aprovação, contando com 91%, de apoio popular. Ele liderou os trabalhos diários do resgate dos mineiros no deserto do Atacama.

No mês de outubro, a aprovação ao governo também subiu, passando de 58% para 63%, de acordo com a mesma pesquisa.

Os chilenos mostraram, porém, insatisfação quando questionados sobre a ajuda do governo aos que foram afetados pelo terremoto, seguido por tsunamis, em fevereiro.

Em outubro, 43% aprovaram as ações do governo. No mês anterior, esse índice era de 50%.

O resultado da pesquisa foi comentado pelo governo e pela oposição. “Sempre afirmamos que os chilenos começariam a perceber, com o tempo, as notícias boas e elas estão chegando”, afirmou a porta-voz da administração Piñera, Ena Von Baer.

Já a porta-voz da oposição, Carolina Tohá, disse que a cidadania chilena está reconhecendo um “resgate que era complicado”.

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