Obama pede que senado aprove tratado de armas com Rússia

Image caption Obama pediu agilidade na aprovação do tratado com a Rússia

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama voltou a pedir ao Senado americano que ratifique um tratado de controle de armas com a Rússia antes que o Congresso - atualmente liderado pelos Democratas - mude.

Alguns senadores republicanos tentaram adiar o debate até janeiro, quando o Congresso eleito incluirá mais senadores republicanos.

Em seu pronunciamento semanal, Obama disse que "a segurança e a proteção da América" estavam em jogo.

Os presidentes americano e russo assinaram um novo Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start) em abril, mas a ratificação foi adiada por causa de desacordos entre os partidos.

Para que os Estados Unidos transformem o acordo em lei, é preciso que o tratado seja aprovado por uma maioria de dois terços no Senado.

Isso quer dizer que, além dos votos dos 58 senadores democratas, Obama precisará de pelo menos nove votos republicanos a favor da ratificação.

O tratado é uma parte principal dos esforços de Obama para "reiniciar" as relações com a Rússia.

No entanto, os Republicanos levantaram uma série de questões sobre se o tratado permitirá a modernização do arsenal nuclear do país.

Diminuição de ogivas

Os termos do novo tratado restringiriam as duas nações a um máximo de 1.550 ogivas nucleares - um corte de cerca de 30% do limite de oito anos atrás.

O tratado limitará a 700 o número de mísseis e de aviões de bombardeio nuclear que podem ser acionados.

Também estabeleceria um novo mecanismo para o envio de inspertores a instalações nucleares em outros países.

No pronunciamento, Obama pediu aos Senadores que deixem de lado as diferenças partidárias e ratifiquem o acordo.

Ele lembrou que os tratados anteriores foram apoiados por todos os presidentes americanos desde Ronald Reagan, e disse que o atual acordo tem também o apoio dos militares.

O presidente americano disse ainda que não aprovar o tratado prejudicaria a credibilidade do país com outras nações.

"Corremos o risco de sabotar a liderança americana não só em proliferação nuclear, mas em outros desafios em todos o mundo", afirmou.

O tratado anterior expirou em dezembro de 2009 e, desde então, não Rússia e o Estados Unidos não puderam fazer inspeções nas reservas nucleares um do outro.

"Cada minuto em que nos arrastamos é um minuto em que não temos inspetores nas instalações nucelares russas", disse Obama. "Está na hora de acabar com isso".

A votação deve acontecer no começo na próxima semana.

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